Notícias veiculadas pela mídia demonstram a prevalência dos valores materiais, que são absolutamente transitórios, sobre os espirituais. Sob as mais diversas óticas, a matéria vem sobreposta ao espírito tornando-se um obstáculo para o crescimento das pessoas, quando na verdade deve ser um instrumento para tanto.
As pessoas se esquecem que, quando maliciosamente provocado com a indagação se seria lícito pagar tributos, Jesus perguntou de quem era imagem que constava da moeda e, em seguida, respondeu: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.” (cf. Marcos 12:13-17, Mateus 22:15-22 e Lucas 20:20-26) e que ao ser indagado por Pôncio Pilatos se era rei disse: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus súditos pelejariam, para não ser eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui.”(cf. João 18:36).
Nessas e em outras passagens evangélicas fica evidenciado que a vida terrena, que deve ser bem vivida, oportuniza a possibilidade da busca e do crescimento do verdadeiro eu, que transcende a matéria para valorizar o espírito, simplesmente porque a maior riqueza não é deste mundo.
Daí a necessidade de se trabalhar por uma grande e verdadeira reforma capaz de transformar o mundo, a qual precisa começar no coração de cada pessoa. Ora, de nada vale pretender mudar o mundo se a mudança desejada não começar no íntimo de cada um.
É tempo de se compreender que cada individualidade representa uma tarefa a ser desempenhada e que depende da sua livre vontade e esforço alcançar tal feito que se resultará na somatória das individualidades em busca do bem e do amor.
Se precisarmos de um paradigma, lembremos de Divaldo Franco que inspirado por Joanna de Ângelis nos disse que Jesus “é o caminho por onde todos devem transitar, vivenciando as lições de fraternidade, de justiça e de caridade, a fim de alcançarem a vida e se integrarem na proposta da verdade.”.
Deus, inteligência suprema e causa primeira de todas as coisas, oportuniza a melhor maneira para se viver ao mostrar que há somente dois caminhos a serem seguidos. Desse modo, o grande desafio que resta a cada ser pensante da Criação é justamente, dentro do livre-arbítrio, o exercício dessa opção.
Enfim, quem vive a vida sem perder de vista a prevalência do espírito tem maior interação com o que chamamos de divino e, como consequência, tem paz interior.
*Governador 2006/2007 do Distrito 4430 de Rotary International.
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