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Terça-feira, 17 de Março 2026

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Dia Mundial do Rim

13 de Março

Dia Mundial do Rim
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A data, idealizada pela International Society of Nephrology (ISN), é comemorada anualmente na segunda quinta-feira do mês de março. Os principais objetivos do evento são aumentar a conscientização sobre a crescente presença de doenças renais em todo o mundo e a necessi-dade de estratégias para a prevenção e o gerenciamento dessas doenças. 

Estima-se que haja atualmente no mundo 850 milhões de pessoas com doença renal, decor-rente de várias causas. A Doença Renal Crônica (DRC) causa pelo menos 2,4 milhões de mor-tes por ano, com uma taxa crescente de mortalidade. No Brasil, a estimativa é de que mais de dez milhões de pessoas tenham a doença. 

Insuficiência renal é a condição na qual os rins perdem a capacidade de efetuar suas funções básicas. A insuficiência renal pode ser aguda, quando ocorre súbita e rápida perda da função renal, ou crônica, quando esta perda é lenta, progressiva e irreversível. 

Funções dos rins: 

– limpar todas as impurezas e as toxinas de nosso corpo; 

– regular a água e manter o equilíbrio das substâncias minerais do corpo (sódio, potássio e fósforo); 

– liberar hormônios para manter a pressão arterial e regular a produção de células vermelhas no sangue; 

– ativar a vitamina D, que mantém a estrutura dos ossos. 

Principais causas da insuficiência renal aguda: 

– choque circulatório; 

– sepse (infecção generalizada); 

– desidratação; 

– queimaduras extensas; 

– excesso de diuréticos; 

– obstrução renal; 

– insuficiência cardíaca grave; 

– glomerulonefrite aguda (inflamação nos glomérulos – unidades filtrantes do rim). 

A doença renal crônica está associada a duas doenças de alta incidência na população brasi-leira: hipertensão arterial e diabetes. 

Como o rim é um dos responsáveis pelo controle da pressão arterial, quando ele não funciona adequadamente há alteração nos níveis de pressão. A mudança dos níveis de pressão também sobrecarrega os rins. Portanto, a hipertensão pode ser a causa ou a consequência da disfunção renal, e seu controle é fundamental para a prevenção da doença. 

Já a diabetes pode danificar os vasos sanguíneos dos rins, interferindo no funcionamento des-tes órgãos, que não conseguem filtrar o sangue corretamente. Mais de 25% das pessoas com diabetes tipo I e 5 a 10% dos portadores de diabetes tipo II desenvolvem insuficiência renal. 

Outras causas são: nefrite (inflamação dos rins), cistos hereditários, infecções urinárias fre-quentes que danificam o trato urinário e doenças congênitas. 

Sintomas: 

A progressão lenta da doença permite que o organismo se adapte à diminuição da função re-nal. Por isso, muitas vezes, a doença não manifesta sintomas até que haja um comprometi-mento grave dos rins, com perda de até 90% de sua função. Nesses casos, os sinais são: 

– aumento do volume e alteração na cor da urina; 

– fadiga; 

– dificuldade de concentração; 

– diminuição do apetite; 

– sangue e espuma na urina; 

– incômodo ao urinar; 

– inchaço nos olhos, tornozelos e pés; 

– dor lombar; 

– anemia; 

– fraqueza; 

– enjôos e vômitos; 

– alteração na pressão arterial. 

Diagnóstico: 

A disfunção renal pode ser identificada por meio de dois exames: um de análise da urina e outro de sangue. O primeiro identifica a presença de uma proteína (albumina) na urina, e o exame de sangue verifica a presença de outra, a creatinina. 

Tratamento: 

Não existe cura para a doença renal crônica, embora o tratamento possa retardar ou interrom-per a progressão da doença e impedir o desenvolvimento de outras condições graves. A insu-ficiência renal pode ser tratada com medicamentos e controle da dieta. Nos casos mais extre-mos pode ser necessária a realização de diálise ou transplante renal, como terapêutica defini-tiva de substituição da função renal. 

Prevenção: 

O primeiro passo é prevenir o desenvolvimento da hipertensão arterial e controlar a diabetes, doenças que mais levam à insuficiência renal. 

– conhecer o histórico de doenças da sua família; 

– controlar os níveis de pressão; 

– realizar avaliação médica anual, principalmente após os quarenta anos; 

– seguir uma dieta equilibrada, com baixa ingestão de sal e de açúcar; 

– controlar seu peso; 

– exercitar-se regularmente; 

– não fumar; 

– se fizer uso de bebidas alcoólicas, que seja de forma moderada; 

– monitorar seus níveis de colesterol; 

– evitar o uso de medicamentos sem orientação médica. 

Fonte: https://bvsms.saude.gov.br/12-3-dia-mundial-do-rim/  

 

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