O Governo do Estado de São Paulo, a Polícia Militar do Estado de São Paulo, conjuntamente com a Sociedade Veteranos de 32 – MMDC propiciaram aos cidadãos de São Paulo uma festa belíssima em comemoração à data Magna do Estado, o dia “9 de Julho”, dia em que se comemora a Revolução Constitucionalista de 1932.
Os festejos foram iniciados às 9h com a chegada do governador Tarcísio de Freitas.
Com a chegada do Governador Tarcísio de Freitas, aconteceu a transmissão do posto de comandante do Exército Constitucionalista do deputado de estado Arthur Jorge do Amaral para o dr. Luiz Henrique Bento que efetuou a leitura da Ordem do Dia para o governador de São Paulo.
Ato contínuo, foram trasladados para o Obelisco do Ibirapuera os despojos de dois Heróis Constitucionalistas, Srs. Marcial Inácio Machado e Carlos Arthur Henning.
Na sequência diversas personalidades foram agraciadas com uma das mais importantes honrarias do Estado de São Paulo, a Medalha Constitucionalista, oficializada por decreto estadual, dentre elas: O presidente do TJSP des. Francisco Eduardo Loureiro; o presidente do TER-SP des. José Antonio Encinas Manfré; o vice-pres. do TRE des. Roberto Maia; a Comandante da PMESP cel. Glauce Anselmo Cavalli; o ten.-brigadeiro do ar Valter Borges Malta; o comandante do CMSE general Ricardo Piai Carmona; o comandante do 8º Distrito Naval vice-almirante Marco Antônio Linhares Soares; o insp. sup. comandante da GCM Jairo Chabaribery Filho; o cônsul-geral do Paraguai Luis Fernando Ávalos Gimenez, dentre outros.
Como acontece todos os anos, foi realizado um Desfile Cívico Militar que contou com a participação de integrantes das Forças Armadas; Guarda Civil Metropolitana; Polícia Militar do Estado de São Paulo; Polícia Civil; Escoteiros do Brasil; o Pelotão Aldo Chioratto, composto por mais de 150 crianças e entidades civis que abrilhantaram o Desfile. Como sempre, o show à parte ficou a cargo do Regimento de Cavalaria “9 de Julho” que encerrou o desfile de forma apoteótica. Desfilaram aproximadamente 2.000 pessoas entre militares, civis e também veículos.
Recordemos os fatos que levaram a eclosão da Revolução Constitucionalista de 1932.
Em 1930, através de uma Revolução comandada por Getúlio Vargas, instalou-se um governo provisório que prometia melhores condições de vida para a população. Infelizmente, o que se viu foram atos de pilhagem e violência contra o povo brasileiro. A Constituição Federal fora suspensa e implantou-se uma ditadura repressiva e brutal.
No dia 23 de maio de 1932, uma grande manifestação contra a ditadura resultou em conflito na Praça da República, esquina da Barão de Itapetininga. Quatro jovens: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, tombaram mortos por partidários da ditadura. As iniciais de seus nomes formaram a sigla MMDC que nominou a entidade que liderou a luta armada contra a tirania imposta por Getúlio Vargas.
No dia 9 de Julho de 1932, irrompeu em São Paulo o Movimento Constitucionalista que tinha por escopo devolver a democracia e a Constituição ao Brasil. Deste movimento cívico-militar, participaram basicamente efetivos da Força Pública (hoje Polícia Militar de São Paulo), unidades do Exército Brasileiro sediadas em São Paulo e civis (homens, mulheres, crianças, estrangeiros, etc.).
Em três meses de combate, mais de 800 soldados constitucionalistas foram mortos. Como as forças da ditadura eram muito mais poderosas, São Paulo acabou belicamente derrotado e, em 2 de outubro de 1932 cessaram as hostilidades. No entanto, os ideais destes heróis constitucionalistas não foram esquecidos e obrigaram Getúlio Vargas a convocar em 1933 uma Assembleia Constituinte para elaborar uma nova Constituição para o País e, em 16 de julho de 1934, o anseio de todos fora atendido, tínhamos uma nova Carta Magna.
Justiça eleitoral
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