Uma das maiores indagações humanas é a busca pelo sentido da vida.
Os posicionamentos acerca do tema, dependendo das escolas de pensamento, variam da busca pela felicidade e virtude até a ideia de que o indivíduo é livre para atribuir significado às suas escolhas e vivências.
Se inexiste uma resposta universal, ou seja, pronta, é lícito dizer que o sentido da vida é construído a partir de cada indivíduo, pelo significado de suas escolhas, conexões e expectativas. Independentemente de qualquer corrente filosófica, penso que o sentido da vida está baseado na dignidade humana e no respeito pelo próximo, notadamente quando consideramos que a ciência afirma que toda pessoa é forjada pelos mesmos elementos essenciais à vida, e que tanto o macrocosmo como o microcosmo humano são geridos pelas mesmas leis fundamentais da física e da mecânica quântica.
A partir dessa constatação, é razoável afirmar que toda pessoa, todo ser humano, embora diferente na sua aparência, é absolutamente igual na sua composição e essência, de modo que, indistintamente, todo ser humano é um microcosmo, porque reflete as características, as dinâmicas e a complexidade de um sistema universal.
Esse fato, invariavelmente, nos remete a refletir sobre a fonte geradora de toda a vida e da humanidade, bem como acerca do ensinamento cristão que nos impulsiona “a amar ao próximo como a si mesmo”, revelando que o verdadeiro amor transcende os meros sentimentos e paixões e envereda para o comportamento, enquanto uma escolha consciente para refletir a fraternidade.
Sabedor disso, o ser humano, independentemente de sua posição material, passa a agir sem arrogância e reconhece a igualdade do valor do seu semelhante, tratando-o com respeito e dignidade.
Assim, quando alinhamos a ciência à essência do amor ao próximo, percebemos que a vida se revela em sua plenitude para além de um mistério a ser decifrado, mas como um convite contínuo à solidariedade, à fraternidade e à coexistência pacífica, simplesmente porque compreendemos que o sentido da vida está muito além daquilo acumulamos, mas na profundidade, no respeito e na empatia com que nos conectamos com a essência do outro, ou seja, na vivência do amor.
Enfim, o sentido da vida deixará de ser uma busca abstrata e se materializará em cada ato de respeito, provando que tratar o próximo com dignidade é a maior expressão da nossa própria humanidade.
* Paulo Eduardo de Barros Fonseca
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