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Domingo, 14 de Junho 2026
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Assumindo a responsabilidade

Colunistas *Paulo Eduardo de Barros Fonseca

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Aflitas com as dificuldades do cotidiano pessoas têm indagado se aquela situação momentânea guarda relação com questões espirituais? Para mim, a mera formulação da pergunta evidencia o desconhecimento das coisas de Deus, aliás, tão bem exemplificadas por Jesus.

Principalmente nos momentos de dificuldades, as pessoas se esquecem que habitamos, material e espiritualmente, um mundo ainda em construção e que a humanidade, portanto, todos que se encontram na órbita deste planeta, passa por um momento de profundas transformações.

Também se esquecem que em qualquer situação do cotidiano sempre se apresentarão pelo menos dois caminhos como opção - nem sempre divididos como certo ou errado, mas apenas um ou outro - e que a todos é dado o exercído do livre arbítrio para decidir aquilo que julga melhor para si.

Esquecem-se, ainda, da necessidade de suportar a fé - que deve ser raciocinada - que dá força para encarar as adversidades com calma e serenidade e, ademais, que sempre extraimos lições de cada dificuldade superada.

É de se lembrar que as dificuldades não são o fim mas a chance que temos de nos superarmos. Não raro, as pessoas pedem um milagre para Deus porque se esquecem que o milagre está nelas.

Já ensinou o Irmão ALPE, na mensagem Momento de Dificulade, que “quando a vida em alguns momentos, em algumas ocasiões, se apresenta a vocês mais amarga, até colocando-os à prova, este é o momento de vocês pararem e pensarem que o desespero, a aflição, só podem trazer coisas ruins. Guardem o seu coração na serenidade, pois sem harmonia não há equilíbrio e sem equilíbrio não há paz.”

Por isso que são “bem-aventurados os que têm ocasião de provar sua fé, sua firmeza, sua perseverança e sua submissão à vontade de Deus, porque terão centuplicada a alegria que lhes falta na Terra, porque depois do labor virá o repouso.” (Lacordaire. Havre, 1863).             

Incorreto, pois, pretender imputar a outreem, ainda que vivendo na espiritualidade, a responsabilidade pelos fatos ou decisões que livremente tomamos e pelas consequências delas resultantes.

*Governador 2006/2007 do
Distrito 4430 de Rotary International.

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