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Sábado, 18 de Julho 2026
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Família

Colunista *Marco Antonio Garcia

Família
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                    A    família é ou deve ser a célula mater da sociedade.

                     Uma família organizada e unida completa a educação primária, que é sua função, transmitindo aos filhos, segurança, independência e autonomia.

                        A etimologia da palavra família deriva de famulus, do latim e significa servente ou escravo. Na Roma Antiga ela se referia ao conjunto de escravos e bens que pertenciam ao mesmo senhor.

                        Com o tempo o termo expandiu-se para incluir a esposa e os filhos e todos os demais parentes que viviam sobre o mesmo teto.  Na idade média, com a influência religiosa, perdeu o sentido de posse e ficou a focar na consanguinidade e no afeto.

                        Para o estoicismo o amor e o dever familiar são os primeiros laboratórios da nossa virtude.

                        Se sairmos da filosofia e entrarmos na psicologia analítica de Jung, a família passa a ser um tecido de projeções arquetípicas como pai, mãe e irmãos, cada um com sua persona social. No entanto também consideramos família não somente a de sangue, mas aquelas que possuem interesses comuns como amigos e certas instituições e relacionamentos de todos os tipos e sexos, pois não somos escolhidos ao nascer, mas escolhemos ao longo da vida, podendo ser adotivos ou não.

                     No entanto numa família problemática, individualista, com vícios e desunida, onde os pais principalmente não se amam e não amam os filhos, ou amam materialmente e não espiritualmente, a possibilidade de se ter filhos com problemas é muito maior. Problemas todos nós temos, mas devemos tentar resolvê-los, na medida do possível, caso contrário eles se acumulam, e aí fica muito mais complicada a solução.  

                  A principal função da família é transmitir a educação primária, a base do alicerce, e a da escola é a transmissão da educação secundária, mas a família diz que a escola não educa como se deve e a escola diz que a família não educa mais, não adianta jogarmos a responsabilidade de um para outro, ambos têm responsabilidades, e se cada um fizer a sua parte, todos ganham.

                   Educar é muito difícil, principalmente nos dias de hoje, com os estímulos das redes sociais que as crianças e os adolescentes recebem diariamente, mas existem princípios básicos para uma boa educação geral que são:

 

                            Autoridade do adulto, mas sem autoritarismo.

                            Disciplina, com ordem e organização sem excessos ou punições infrutíferas.

                            Limites, saber dizer sim e o não no momento adequado e com responsabilidade.

                           Amor, querendo o bem do outro.

                           Carinho, com sinceridade e reconhecimentos.

                            Atenção, com toques e qualidade de tempo e não quantidade material.

                             Respeito, sempre mútuo, e com bons exemplos.

                             Tudo isso temperado com muito DIÁLOGO e paciência.

 

                  Liberdade com responsabilidade também é muito importante, pois os filhos não pediram para nascer, uma vez que foram colocados no mundo, cabe aos pais lhes transmitir educação, cultura, religião, saúde etc., de outro lado os filhos também, precisam compreender que a vida está muito difícil, e precisam colaborar com os pais. Ouça a música Pais e Filhos.

                 Com a violência e impunidade reinante, ninguém está seguro, como vemos nos acontecimentos e barbaridades cometidas por menores ou maiores infratores impunes e psicopatas.

                Uma relação saudável não deve ser como um jogo de tênis que é competitivo e sim jogo de frescobol, cooperativo.

                        As famílias modernas e saudáveis se mantêm unidas pela complexidade das relações e não apenas por mera subsistência econômica e imposição legal, podendo haver conflitos e são vários, mas devem ser resolvidos pela família, apesar de que após a pandemia de Covid-19, as pessoas estão mais individualistas e egoístas, no cada um por si, colocando em risco a união pelo amor parental. Somente o tempo dirá como será a evolução ou não da humanidade.

                        Os conflitos familiares não nascem da falta de amor, e sim na incapacidade de expressá-lo ou de negociar diferenças, sem projeções parentais, sobrecargas de papéis, conflitos geracionais, mas sempre com respeito com o ciclo familiar sem abandonos em qualquer idade quer seja na infância ou na terceira idade.

                     A responsabilidade de educar é de todos, para todos, quer sejam crianças, adolescentes, jovens, adultos ou idosos, não percamos a esperança.

                 A sociologia e o direito moderno migraram do modelo patrimonial para o modelo eudemonista entre outros.

                        Existem várias configurações familiares, as monoparentais, as reconstituídas, homoafetivas etc.

                        As instituições humanas não são estáticas, mas devem evoluir para laços mais profundos de cuidado e identidade humana, sempre com muito AMOR...

                        Devemos educar e receber educação sempre, de preferência unidos, como no feixe de Esopo. 

*Marco Antonio Garcia

Psicólogo e psicoterapeuta

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