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Sábado, 24 de Janeiro 2026

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Frutos maduros

Colunista *Percival de Souza

Frutos maduros
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O venezuelano dançou depois de cutucar a onça com vara curta. Quando percebeu que havia chegado a hora h, já estava algemado, prontinho para ser levado ao País para onde gostava de exportar cocaína. Deve passar o resto da vida enjaulado.

 Do episódio, militarmente impecável, podemos extrair preciosas lições. Antes, porém, precisamos extirpar conceitos que transformaram obstáculos idiotas em sinônimos da inércia. Lá como cá, a sociedade oprimida sofria em imposto silêncio. A invasão foi símbolo de liberdade para o povo, com a captura do chefão arrogante. Lá, fome, castigos horrorosos para discordantes. Aqui, domínio de facções do crime e uma lamentável coincidência: lá, a bandidagem oficializada, que de repente passou a vitimizar-se, requerendo “respeito” às leis internacionais. Alegam que a “soberania” teria sido violada.

A palavra, repetida por apedeutas, tem um sentido oposto ao que pretendem insinuar. Não existe soberania alguma, como afirma o caput da nossa Carta Magna, realçando o fato de que “todo o poder emana do povo”. Do povo venezuelano, não emanava poder algum. Aqui, há outro poder, que emana de uma escória do crime. Mas a propósito do que houve, tivemos reações idênticas: lá, “invasão” seria apenas cobiça pelo petróleo (mas o ouro negro é sugado por países da mesma nefasta ideologia...); aqui, críticas ferozes às ações contra o tráfico. Lá, invasão “mperialista”; aqui, garras expostas do “facismo”.

Para essa turba, repleta de hienas, abutres, mulas, quadrúpedes de várias espécies, antas (com todo respeito ao nosso maior mamífero terrestre), sempre urrando em coro, sem ao menos tentar argumentar.

Para quem prefere pensar em vez de berrar, ficam lições. A inteligência, no profissional sentido, usada equivocadamente por berrantes tupiniquins. foi demonstrada bem perto de nós: informações precisas, métodos sigilosos e secretos, planejamento, reprodução em maquete real do bunker do ditador, para prévio treinamento e capacidade de ingressar em campo desconhecido e eficaz previsão de tempo para tornar viável a inédita operação.

Ao invés das críticas ideológicas, podemos aproveitar as aulas e absorvê-las, tanto como estratégica militar e também policial, pois somos desafiados por grupos que auferem lucros fabulosos e infestam a sociedade com as pragas que geram dependência física e psíquica, igualmente defendidas pelos nossos abutres de plantão.

*Jornalista e escritor

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