O tempo, como o conhecemos, é uma medida da duração dos eventos e da ordem das coisas, dividindo-se em passado, presente e futuro.
A filosofia, por meio de diferentes reflexões, explica que o tempo é mais do que o mero ponteiro de um relógio; trata-se de um mistério da própria natureza. Aristóteles afirmava que o tempo é a medida do movimento e da mudança. Santo Agostinho, por sua vez, dizia que ele habita na mente humana, sendo uma criação da nossa alma e da nossa memória. Já Immanuel Kant defendia que o tempo é uma regra interna da mente para ordenar os fatos, ou seja, uma forma que a nossa mente usa para organizar o mundo.
No campo da ciência, a partir de Galileu, que introduziu o entendimento do tempo como uma unidade mensurável e independente ao medir o período de um pêndulo usando a própria pulsação, o tempo passou a ser calculado pela contagem de ciclos ou oscilações regulares da natureza.
Mais recentemente, baseado em estudos de Albert Einstein sobre a teoria geral da relatividade, a ciência se aprofunda em pesquisas sobre os campos de ondas gravitacionais, o espaço-tempo e suas implicações, e já começa a ser considerada por alguns cientistas a aceitação da consciência imortal - o espírito.
Segundo os conceitos religiosos, o tempo possui um valor sagrado e um sentido maior, dividindo-se entre a realidade humana e o divino. a eternidade, diante sua imensidão torna os séculos instantes. A eternidade, diante de sua imensidão, torna os séculos meros instantes.
Mas, se considerarmos que a vida material é curta diante da infinitude, torna-se plausível dizer que o passado, embora não tenha retorno, é a raiz do nosso estado atual. Ele permanece registrado em nossas memórias e molda nossas tendências. O presente, por sua vez, é um momento sagrado pois, dentro do livre-arbítrio de cada pessoa, representa a oportunidade de retificar equívocos. Já o futuro, sob a luz da lei de causa e efeito, é o fruto inevitável da semeadura do agora.
Sob qualquer aspecto, o passado é a lição que o tempo já gravou, o presente é a oficina onde o bem se faz agora, e o futuro é a aurora que a justiça preparou, colhendo o que a alma planta e a consciência chora ou canta.
Afinal, mais uma vez lembrando Einstein, se “a distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente”, cabe-nos seguir o conselho de Sêneca: "Apressa-te a viver bem e pensa que cada dia é, por si só, uma vida.".
Paulo Eduardo de Barros Fonseca
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