Em um mundo marcado por grandes desafios, como o estupendo avanço da ciência, as tensões geopolíticas globais e as mudanças climáticas, a sociedade vive em ritmo acelerado e transforma sua relação com o tempo, o trabalho e o seu próprio bem-estar. Isso, inevitavelmente, tem afetado o cotidiano e a rotina das pessoas.
Vivemos tempos de transformações e de desafios para o ser humano. Paradigmas estão sendo quebrados e conceitos diversos vêm sofrendo alterações, causando inquietações nas relações humanas a partir da família, que é a célula mater de toda e qualquer sociedade.
A percepção que se tem é de que os valores sociológicos estão sendo minimizados. Enquanto há uma grande preocupação pela busca constante por produtividade, com os ganhos financeiros, com o aumento de patrimônio, concomitantemente, há uma clara negligência quanto aos valores morais e éticos.
Daí a importância e a necessidade da valorização do ente Família, que precisa ser fortalecida por laços de amor e perdão. Em O Consolador, Emmanuel diz que “a melhor escola é o lar, onde a criatura deve receber as bases do sentimento e do caráter.”.
Nesse panorama, e por ocasião das comemorações do Dia dos Pais, destaco a figura que representa proteção, segurança emocional, limites e orientação social. O pai deve atuar como um modelo de segurança, introduzindo as regras do mundo externo para a criança. Sua autoridade se sustenta na conduta reta e nos exemplos, preparando os espíritos para a vida em sociedade.
Allan Kardec já destacou que a paternidade é “uma missão e é ao mesmo tempo um dever muito grande que obriga, mais que o homem pensa, sua responsabilidade diante do futuro. Deus colocou a criança sob a tutela de seus pais para que esses a dirijam no caminho do bem, e facilitou a tarefa, dando à criança um organismo frágil e delicado que a torna acessível a todas as influências.”.
Sem nenhum prejuízo à extrema importância das mães, nesta ocasião, celebremos nossos pais, que são protetores diante dos perigos e dos desafios, os grandes amigos, conselheiros e orientadores dos caminhos do mundo, a autoridade moral máxima.
Ah, quanta saudade do meu pai! Embora ele tenha cumprido sua missão material há muito tempo, e hoje eu sinta apenas sua presença energética, ele segue comigo; seus ensinamentos nunca desapareceram e seus exemplos continuam a guiar meus passos.
Assim, que possamos reconhecer e honrar aquele que, com amor e retidão, aceita a sublime missão de educar um espírito para o mundo, deixando na Terra a semente de um futuro mais justo, ético e fraterno.
Parabéns aos Pais!!!!
*Paulo Eduardo de Barros Fonseca
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