Estratégico, histórico e centralizador. O Quarto Comando Aéreo Regional (IV COMAR), uma das organizações mais tradicionais da Força Aérea Brasileira (FAB), segue desempenhando um papel crucial na soberania do espaço aéreo e no apoio à sociedade.
Com jurisdição direta sobre os Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, o IV COMAR é o órgão responsável por representar o Comando da Aeronáutica perante as autoridades civis e militares desta importante faixa do território nacional. Sob o comando do major-brigadeiro do ar Reginaldo Pontirolli, a unidade atua na governança administrativa, na segurança interna e na articulação de atividades militares que conectam o poder aeroespacial ao desenvolvimento regional.
Logística e articulação em duas regiões vitais
A atuação do IV COMAR abrange áreas de grande contraste e importância para o país. De um lado, está o Estado de São Paulo, o maior polo econômico, tecnológico e industrial da América Latina. Do outro, Mato Grosso do Sul, com vastas fronteiras internacionais, áreas de preservação ambiental únicas e uma intensa necessidade de integração física e vigilância territorial.
A partir de sua sede, o IV COMAR planeja e supervisiona o suporte operacional oferecido a diversas bases aéreas e organizações da FAB sob sua tutela. Isso garante que a Força Aérea esteja sempre pronta para intervir em:
• Missões de Segurança Nacional: Vigilância e controle do espaço aéreo nas fronteiras do Centro-Oeste.
• Operações Humanitárias: Transporte de vacinas, ajuda a populações isoladas ou em áreas de calamidade.
• Logística Militar: Coordenação e fornecimento de suporte às guarnições militares.
Sede histórica na Capital paulista
Sediar o IV COMAR na cidade de São Paulo não é apenas uma decisão geográfica conveniente, mas uma tradição histórica. O comando regional mantém viva a presença da Aeronáutica no centro nervoso do país, aproximando as tomadas de decisões militares do setor empresarial, científico e dos governos estaduais.
Nas mãos do major-brigadeiro do ar Reginaldo Pontirolli, o comando da organização militar foca na manutenção de altos padrões de eficiência administrativa, na prontidão dos seus homens e mulheres e no fortalecimento das relações interinstitucionais. Mais do que a defesa dos céus, o IV COMAR atua nos bastidores como o motor que garante que a FAB funcione com precisão nas regiões mais dinâmicas do Brasil.
A sede do IV Comar fica na Av. Olavo Fontoura, 1.300 - Jardim São Bento, São Paulo - SP.
Base Aérea de São Paulo: Força e estratégia no coração do maior centro urbano do país
No coração da maior região metropolitana do país, a Base Aérea de São Paulo (BASP) consolida-se como uma das bases mais estratégicos da Força Aérea Brasileira (FAB). Compartilhando as pistas com o Aeroporto Internacional de Guarulhos, a organização militar desempenha um papel duplo indispensável: garante a segurança do espaço aéreo nacional e serve como plataforma logística fundamental para operações de socorro humanitário e apoio a ações civis.
Sob o comando do tenente-coronel aviador Fernando Campos Montenegro, a unidade carrega uma trajetória que se confunde com a própria história da aviação militar no Brasil.
A trajetória histórica da BASP
1. As origens no Campo de Marte (1941)
Embora todos a associem imediatamente a Guarulhos, a BASP nasceu na Capital paulista. Ela foi criada oficialmente em 22 de maio de 1941 (operando a partir de agosto daquele ano), inicialmente sediada no Campo de Marte. Em 1944, recebeu formalmente o nome de Base Aérea de São Paulo.
2. A mudança para Cumbica e a Segunda Guerra
Com o andamento da Segunda Guerra Mundial e o crescimento urbano de São Paulo, o Campo de Marte tornou-se limitado para as operações militares e aeronaves mais robustas. O governo buscou uma área estratégica e encontrou nas terras da antiga fazenda de Cumbica, em Guarulhos, o local ideal. A transferência e consolidação em Guarulhos marcou uma era de intensa atividade tática, servindo como ponto crucial de defesa e logística.
3. Muito além dos aviões: A infraestrutura
Em suas décadas de ouro, a Base funcionava quase como uma microcidade. Ela contava com:
• Estação de trem própria (Estação Cumbica) que passava por dentro das instalações.
• Unidades de Infantaria e a Polícia da Aeronáutica.
• O pioneiro canil de Cães de Guerra da Aeronáutica.
• O Posto do CAN (Correio Aéreo Nacional), ligando São Paulo aos pontos mais isolados do país.
4. A chegada do Aeroporto Internacional (Anos 1980)
Na década de 1970, o esgotamento do Aeroporto de Congonhas exigiu a criação de um novo e grande terminal internacional. A escolha óbvia foi a enorme área estratégica já ocupada pela Aeronáutica em Guarulhos.
Assim, em 1985, foi inaugurado o Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU Airport). Desde então, a Base Aérea passou a coexistir e operar de forma conjunta com o aeroporto comercial, compartilhando as mesmas pistas de pouso e decolagem.
A Base hoje
A BASP atua fortemente como uma base de apoio logístico. Sua missão principal é dar suporte a aeronaves da FAB e comitivas em trânsito pela Capital paulista.
Atualmente, ela sedia o icônico 4º Esquadrão de Transporte Aéreo (4º ETA) — Esquadrão Carajá, que opera aeronaves como o C-95 Bandeirante e o C-97 Brasília, cumprindo missões de transporte de autoridades, carga e, nobremente, o transporte de órgãos para transplantes.
Preservação da Memória: Em dezembro de 2024, a Base inaugurou o seu Salão Histórico, reunindo fotos raras, acervos e até aeronaves icônicas em exposição (como o jato AT-26 Xavante), preservando viva essa trajetória de 85 anos.
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