Há um ditado que diz que o tempo cura tudo. Mas superar esse sentimento, que nasce do orgulho ferido e do egoísmo, é uma tarefa difícil que depende da forma como decidimos olhar para a dor e da nossa vontade de mudar.
Quando nos sentimos ofendidos e alimentamos a ilusão de que fomos injustiçados, o nosso “eu” se sente diminuído. Isso, além de evidenciar nossa resistência em aceitar as fraquezas alheias e as nossas próprias, nos prende à dificuldade de desapegar do sofrimento.
Como a mágoa opera em uma faixa vibratória muito baixa, ao reter esse sentimento criamos uma sintonia de revolta e tristeza, o que dificulta a superação e gera um círculo vicioso.
A mágoa, tal como um ácido, corrói e destrói a paz interior, desequilibrando a saúde física e espiritual ao somatizar e prender o ser em vibrações de sofrimento. Sendo a mágoa um veneno mental e espiritual que o próprio indivíduo escolhe reter, faz-se necessário ressignificar esse sentimento, o que exige o esforço ativo da reforma íntima.
De fato, a verdadeira cura não vem com o passar dos dias, mas com a transformação da nossa mente. A reforma íntima nos convida a substituir o julgamento pela autocompaixão e pelo entendimento das leis divinas, da lei de causa e efeito.
Ao sintonizarmos com a gratidão e com o aprendizado que cada prova nos traz elevamos nosso padrão vibratório. É nesse instante que o perdão deixa de ser uma obrigação para se tornar a chave que nos liberta do passado, permitindo que a luz espiritual volte a guiar nossos passos.
Assim, é de se compreender que é preciso desarmar o coração, silenciar o ego e iniciar o processo autoaperfeiçoamento, que é o único caminho para quebrar as correntes da dor. Quando escolhemos compreender, em vez de revidar, transmutamos a energia pesada da mágoa na força regeneradora do amor puro.
Que possamos, diariamente, orar e vigiar nossos pensamentos, entregando nossas fraquezas à espiritualidade benfeitora e permitindo que a paz do espírito prevaleça sobre as ilusões do mundo físico.
“Se a mágoa é uma água que parou no caminho”, lembremos que Chico Xavier nos disse que “Uma mágoa não é motivo para outra mágoa. O resto, mais que perda de tempo… é perda de vida.". Paulo Eduardo de Barros Fonseca
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