É inegável que a palavra carrega energia vital. Quando usada para macular a honra alheia, o ofensor projeta uma força densa e destrutiva. No entanto, essa atitude expressa apenas sua própria frustração, revelando que o ataque é o eco de uma decepção interna. Nessas situações a energia gerada intoxica muito mais o emissor, que cria ao seu redor um campo vibratório negativo. Esse comportamento revela mais sobre as inseguranças, limites e frustrações de quem acusa do que sobre quem sofre a agressão.
A jornada que vai das frustrações às ofensas representa o declínio moral e o adoecimento da alma, impulsionados pelo orgulho, pelo apego excessivo e pela inveja. Muitas vezes, o sucesso, a paz ou uma característica positiva do outro incomodam tanto o ofensor que ele tenta manchar essa imagem para aliviar o próprio incômodo. Quando o espírito não consegue lidar com suas expectativas frustradas, ele pode projetar sua dor e inferioridade no outro na forma de mentiras e difamações.
Essa é uma projeção psicológica de quem se sente diminuído para se fazer ou se sentir maior do que o outro, criando laços de subordinação fluídica e energética com aquele que é ofendido. Isso significa que o ofensor permanece magneticamente preso à pessoa que prejudicou, contraindo débitos morais até que o dano seja totalmente reparado e o perdão sincero aconteça.
Por outro lado, em relação ao ofendido, recomendam-se o silêncio digno e a prece. Responder à ofensa com a mesma energia rebaixa sua faixa vibratória ao nível do agressor. Aliás, o tempo e a paciência restabelecem a justiça; a tolerância diante da injustiça se transforma em um poderoso meio de evolução espiritual para o injustiçado.
Assim, diante da ofensa injusta, mantenha o silêncio dignificado e a serenidade, pois a verdade se autodeclara com o tempo. Seja indulgente e ore pelo ofensor, ajudando-o a livrar-se das suas frustrações, mágoas e ressentimentos. Siga em ação continuada com o coração em paz, lembrando que nenhuma infâmia resiste ao testemunho do tempo, que restabelece a verdade, e as obras voltadas ao espírito do bem.
Abaixa a cabeça com resignação e continuar fazendo o bem, sem revidar o mal com o mal. Pois, como afirma a sabedoria espiritual, a calúnia é uma névoa passageira que o sol da verdade sempre acaba por dissipar.
Em suma, perdoar quem nos ofendeu é um ato de libertação interior e uma das maiores expressões da caridade moral, essencial para a evolução espiritual.
Desse modo, se ofendido, perdoa!
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se