SEMANÁRIO ZONA NORTE - JORNAL DE MAIOR CIRCULAÇÃO NA ZONA NORTE

Tenho nojo de política!

Eu também, você poderia dizer. Mas isso nos livra dos políticos profissionais?

Eu também, você poderia dizer. Mas isso nos livra dos políticos profissionais? Se você não gosta, há quem goste. E agirá em seu nome. Por isso, é melhor você se interessar. Até para banir desse espaço de manobras aqueles que não merecem o seu voto e, menos ainda, sua confiança.

Para treinar a juventude hostil à política partidária, uma jovem de 24 anos criou jogos divertidos que atraem pelo aspecto lúdico, mas que são proposta muito mais séria. Júlia Carvalho inventou a “Fast Food da Política” e bolou algumas brincadeiras. Vejam só a originalidade de alguns jogos:

Batalha eleitoral. É um tabuleiro dividido nas fases da pré-campanha, convenção, campanha e apuração. Dados, fichas e cartas são necessários para esse jogo. O segredo é fazer o candidato chegar lá: vencer a eleição. Pode encontrar apoio da mídia ou se defrontar com Fake News. Excita os participantes e faz com que eles enxerguem a arena política de outra forma.

Direitos e silêncios. Diante de uma relação com alguns direitos femininos, ganhará o jogo quem conseguir dispô-los na ordem de edição das leis que os consagram. As datas estão no verso das cartas. Só para estimular: sabe quando as mulheres obtiveram o direito de votar no Brasil? Em 1932, mesmo ano da Revolução Constitucionalista de São Paulo. E quando deixaram de ser obrigadas a adotar o patronímico do marido? 1977. E quando é que a virgindade ultrajada deixou de ser causa de nulidade do casamento? Só com o advento do Código Civil de 2002, o Código Reale.

Três esferas. Treina o jogador a saber a qual entidade da Federação incumbe determinado serviço ou prestação. Tente acertar: metrô é responsabilidade de quem? E creche municipal? E segurança pública?

Júlia diz que ensinar política deve seguir um lema: aprender sobre as regras do sistema político na velocidade em que se consome um hambúrguer.

Essa é uma forma inteligente e divertida de fazer o jovem, principalmente o jovem, sempre o jovem, se interessar pela vida pública. Sem isso, não se chegará à Democracia Participativa, promessa do constituinte de 1988 ainda descumprida e ainda muito longe de vir a sê-lo.

* Reitor da Uniregistral, docente da Uninove e Unianchieta, escritor e palestrante.              

 

 

José Renato Nalini

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Tenho nojo de política!

Eu também, você poderia dizer. Mas isso nos livra dos políticos profissionais? Se você não gosta, há quem goste. E agirá em seu nome. Por isso, é melhor você se interessar. Até para banir desse espaço de manobras aqueles que não merecem o seu voto e, menos ainda, sua confiança.

Para treinar a juventude hostil à política partidária, uma jovem de 24 anos criou jogos divertidos que atraem pelo aspecto lúdico, mas que são proposta muito mais séria. Júlia Carvalho inventou a “Fast Food da Política” e bolou algumas brincadeiras. Vejam só a originalidade de alguns jogos:

Batalha eleitoral. É um tabuleiro dividido nas fases da pré-campanha, convenção, campanha e apuração. Dados, fichas e cartas são necessários para esse jogo. O segredo é fazer o candidato chegar lá: vencer a eleição. Pode encontrar apoio da mídia ou se defrontar com Fake News. Excita os participantes e faz com que eles enxerguem a arena política de outra forma.

Direitos e silêncios. Diante de uma relação com alguns direitos femininos, ganhará o jogo quem conseguir dispô-los na ordem de edição das leis que os consagram. As datas estão no verso das cartas. Só para estimular: sabe quando as mulheres obtiveram o direito de votar no Brasil? Em 1932, mesmo ano da Revolução Constitucionalista de São Paulo. E quando deixaram de ser obrigadas a adotar o patronímico do marido? 1977. E quando é que a virgindade ultrajada deixou de ser causa de nulidade do casamento? Só com o advento do Código Civil de 2002, o Código Reale.

Três esferas. Treina o jogador a saber a qual entidade da Federação incumbe determinado serviço ou prestação. Tente acertar: metrô é responsabilidade de quem? E creche municipal? E segurança pública?

Júlia diz que ensinar política deve seguir um lema: aprender sobre as regras do sistema político na velocidade em que se consome um hambúrguer.

Essa é uma forma inteligente e divertida de fazer o jovem, principalmente o jovem, sempre o jovem, se interessar pela vida pública. Sem isso, não se chegará à Democracia Participativa, promessa do constituinte de 1988 ainda descumprida e ainda muito longe de vir a sê-lo.

* Reitor da Uniregistral, docente da Uninove e Unianchieta, escritor e palestrante.              

 

 

José Renato Nalini

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