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Sexta-feira, 17 de Julho 2026
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Secretário executivo da Prefeitura de São Paulo, Ricardo Tripoli, visita a sede do jornal Semanário

secretário executivo da Prefeitura de São Paulo, Ricardo Tripoli visitou a redação do jornal Semanário

Secretário executivo da Prefeitura de São Paulo, Ricardo Tripoli, visita a sede do jornal Semanário
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O secretário executivo da Prefeitura de São Paulo, Ricardo Tripoli visitou a redação do jornal Semanário da Zona Norte, na quarta-feira, dia 6 de novembro e foi recebido pelo diretor João Carlos Dias.

Na ocasião, o secretário falou sobre os principais problemas enfrentados pela cidade de São Paulo, qual o papel e a principal função da Secretaria  Executiva da Prefeitura de São Paulo, a luta em  defesa do meio ambiente e dos animais, a parceria entre a Prefeitura de São Paulo e os governos estadual e federal e a importância das mídias regionais em especial o jornal Semanário da Zona Norte.

José Ricardo Alvarenga Tripoli é advogado, ambientalista e político brasileiro. Irmão do deputado estadual Roberto Tripoli e do vereador Reginaldo Tripoli.

Foi eleito vereador em 1982, e quatro vezes deputado estadual. Presidiu a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo em 1995, e em 1999 foi o secretário Estadual do Meio Ambiente durante o governo Mário Covas.

Defendendo plataforma ambientalista e de defesa dos direitos dos animais, foi eleito deputado federal pelo PSDB em 2006, tendo sido reeleito em 2010. Em 2014, foi reeleito com 233.806 votos, tendo sido o deputado tucano mais votado na cidade de São Paulo com mais de 170 mil votos.

Em seu primeiro mandato, foi o presidente da Comissão Mista Especial de Mudanças Climáticas do Congresso Nacional e o vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Entre seus principais projetos na área, destacam-se a Política Estadual do Meio Ambiente, o Projeto São Paulo Pomar e o Código Estadual de Proteção aos Animais (Lei 11.977/05).

Em 8 de janeiro de 2016, Ricardo Tripoli anunciou sua pré-candidatura a prefeito de São Paulo, com apoio de Bruno Covas e José Aníbal. Seus concorrentes nas prévias tucanas foram o empresário João Doria Jr., com apoio do então governador Geraldo Alckmin, e o vereador Andrea Matarazzo, que contava com aval do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do senador José Serra. Tripoli ficou em terceiro lugar, sendo o segundo turno disputado entre Doria e Matarazzo.

Como deputado federal, votou favorável ao processo de impeachment de Dilma Rousseff. Já durante o governo Michel Temer, votou a favor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Teto dos Gastos Públicos. Em abril de 2017 foi favorável à Reforma Trabalhista.  Em agosto de 2017 votou a favor do processo em que se pedia abertura de investigação do presidente Michel Temer.

Confira na íntegra a entrevista com o secretário Ricardo Tripoli.

JSZN: Qual o papel e a principal função da Secretaria Executiva da Prefeitura de São Paulo?

Tripoli: A Secretaria  Executiva  serve como  ponte entre o governo federal e a Prefeitura de São Paulo. Ou seja, são os empréstimos, as emendas parlamentares e bancadas tanto do Senado como da Câmara dos Deputados, e também a relação entre a cidade de São Paulo e os ministérios. Semana passada recebemos  a visita do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, iniciando a campanha de vacinação contra o sarampo, e também do ex-deputado federal e atual secretário-geral do Ministério da Fazenda, Rogério Marinho. Enfim, são essas questões que temos atuado em termos de governo federal. Já na questão metropolitana, o prefeito Bruno Covas foi eleito o presidente do Conselho da Região Metropolitana de São Paulo e eu como secretário-geral. São 38 municípios mais a Capital paulista. Realizamos reuniões periodicamente para discutir várias questões. A cidade de São Paulo é a maior região metropolitana do Estado, com maior concentração de população. São mais de 12 milhões de habitantes apenas na cidade de São Paulo. Atuamos também na área política devido meus inúmeros mandatos. Foram 12 anos como deputado federal, 16 como deputado estadual, 6 anos como vereador, e mais outros cargos como presidente da Assembleia  Legislativa do Estado de São Paulo e secretário de Estado. Vamos acumulando uma série de conhecimentos com o objetivo de ajudar a administração, cuja expectativa principal é atender a população paulistana. 

JSZN: Quais benefícios o órgão traz para a população paulistana?

Tripoli: São muitos os benefícios. A maneira de buscarmos recursos para as áreas da Saúde, Educação, Social, Segurança Pública é fundamental. E a questão da Zeladoria tem sido um dos principais temas do prefeito Bruno Covas. O orçamento para a Zeladoria na cidade de São Paulo este ano está na ordem de R$ 500 milhões. Ou seja, limpeza de rua, poda de árvore, assuntos que fazem o atendimento do dia a dia da cidade de São Paulo.

JSZN: Como o sr. analisa os problemas na cidade de São Paulo?

Tripoli: Numa ocasião me perguntaram o que mais marcava o prefeito Bruno Covas. Eu respondi o que mais marcava era o próprio prefeito Bruno Covas. Ele possui uma agenda lotada, são cerca de 15 itens por dia. Ele tem se dedicado em todas as áreas, em especial às sociais. Enquanto o governo federal diminui o volume de casas populares, aqui em São Paulo o número aumentou. Este ano, devemos chegar até 15 mil casas populares, e está deixando para  a próximo gestão cerca de 35 mil. A área social abrange diversas secretarias. O prefeito tem uma ampla visão das questões porque convive com a população. Bruno é um prefeito menos de gabinete e mais de rua, e é muito sensível em ouvir as pessoas e as entidades da sociedade civil. Bruno Covas faz hoje a melhor gestão à frente da Prefeitura de São Paulo, porque ele tem vontade e determinação.

JSZN:O sr. assumiu em janeiro deste ano, a Secretaria  Executiva da Prefeitura de São Paulo.  Qual balanço o sr. faz em relação à sua gestão?

Tripoli: Conseguimos avançar bastante na questão das emendas parlamentares. Antigamente deixava-se fechar o ano legislativo  e aprovava-se a peça orçamentária em Brasília, para depois verificar as emendas. Nós estivemos em Brasília cinco vezes para discutir com a bancada paulista, que são 70 deputados federais, mais os três senadores, para que eles antecipassem as emendas parlamentares. Isso facilita muito, porque a partir daí começamos  a elaborar todos os projetos e implementar essas emendas.  São emendas que vão de R$ 500 mil a R$ 12 milhões. Enfim, será uma grande contribuição para a cidade de São Paulo.  

JSZN:  O sr. sempre lutou em  defesa do meio ambiente e dos animais. Como o sr. analisa essas questões?

Tripoli: Fico muito contente. Tenho um irmão que atua nesta área. O prefeito tem um apreço muito grande, até porque ele tem um cachorro. Ele sabe da preocupação e do carinho para com os animais, a maioria domésticos, pois estão mais próximos das pessoas. A cidade de São Paulo conta atualmente com dois hospitais públicos, um na Zona Norte e o outro na Zona Leste. E ao término deste ano, Bruno Covas estará inaugurando o primeiro hospital público da Zona Sul. Pretendemos, no ano que vem inaugurar uma unidade na Zona Oeste. Com isso, teremos quatro hospitais públicos no atendimento médio de 400 animais por hospital diariamente. Todas as unidades com excelente infraestrutura e alta complexidade. Atendemos a população carente e também aqueles que possuem poder aquisitivo mais alto, sem distinção. Todos os animais devem ser tratados igualmente. E o prefeito Bruno Covas entregou ao vereador Xexéu Tripoli  cinco ônibus com equipamentos  para castrações e eles estão circulando na periferia de São Paulo todos os dias. São 25 mil castrações este ano, que juntando com o que será feito no ano que vem com as emendas parlamentares, somarão 125 mil. A castração resolve um grande problema que é a proliferação de animais abandonados. Isso é muito triste, mas está diminuindo, pois temos duas campanhas: Castração e Adoção. Elas têm suprido essa necessidade, mas ainda há muito o que fazer nesta área de proteção aos animais. Há ainda a questão do Zoológico que somos contra. Recentemente, foi aprovada uma  lei que  proíbe novos animais isolados. Por isso que existe hoje locais onde temos os chamados Santuários, onde os elefantes  estão sendo levados para uma fazenda em Cuiabá com o dinheiro de uma fundação inglesa . O Brasil possui 39 elefantes de origem asiática e africana. A ideia é que esses animais vão para lá. Esperamos que isso se amplie cada vez mais com as várias entidades. Temos a Mata Ciliar que cuida dos felinos, a Onça Parda situada em Jundiaí, o Rancho dos Gnomos e o Gape que cuida dos primatas.  São diversas instituições que cuidam de animais exóticos.

JSZN: O sr. acredita que deveria haver leis mais rígidas para proteger os animais dos maus tratos?

Tripoli: Há 15 anos, quando eu aprovei o primeiro código estadual de proteção animal aqui em São Paulo, muito utilizado por promotores de justiça e pelas polícias, além de juízes em todo o Brasil. Fizemos também uma lei que  amplia a pena de maus tratos aos animais. A pena hoje para quem maltratar um animal é muito simplista. Ela vai de 6 meses a  1 ano que pode ser revertida em assistência social. Nós não podemos admitir que uma pessoa amarre um animal atrás de uma picape e o puxe até o fim da rua, levando ele à morte. Não é admissível aceitar o que  fez o prefeito de uma cidade no Pará, amarrar a pata e o focinho de um animal e jogá-lo  na Ilha de Marajó. Graças a Deus ele foi cassado por ter montado uma quadrilha. E deu azar porque as  procuradoras municipal, estadual e federal eram todas protetoras de animais. Ninguém aceita assistir um filme de maus tratos aos animais. Há cinco anos era proibido entrar num hospital portando um animal. Hoje, os hospitais estão incentivando e a Escola Paulista de Medicina iniciou um procedimento, há dois anos, onde alguns médicos visitam seus pacientes junto com os animais. Ao término do tratamento, eles perceberam a evolução daqueles que têm contato com os animais. Isso demonstra afeto e carinho.  Numa ocasião, durante uma campanha de vacinação, encontrei uma senhora que aparentava ter 85 anos de idade. Ela estava com um cachorrinho debaixo do braço. Então, perguntei como ele se alimentava e dormia. Ela respondeu, meu cachorrinho almoça e dorme do meu lado. Em seguida  perguntei ‘porque a senhora gosta tanto desse cachorrinho?’  Ela olhou nos meus olhos e disse que “depois que os filhos cresceram e me abandonaram, o meu cachorrinho é a única pessoa que me faz companhia”. Ela não falou animal e nem cachorro, a senhora disse pessoa. Aí percebemos o vínculo humano com os nossos animais. Por isso a nossa trajetória de mais de 30 anos protegendo nossos animais.  Isso não tem preço, até porque o mundo está muito rude.

JSZN: Como o sr. vê a situação da saúde do prefeito Bruno Covas?

Tripoli: O dr. David Uip, médico dele, me disse algo muito curioso. A sorte do prefeito foi ter sido diagnosticado logo no início.  De acordo com o médico, o câncer é tratável. Bruno é disciplinado, mas é duro segurar um jovem de 39 anos que faz ginástica quatro vezes por semana, preso num hospital.  Estive ontem com o prefeito, e ele continua despachando. Ou seja, Bruno está na ativa e temos a expectativa de que até o final do ano saia desta situação. Ele continua preocupado com a cidade de São Paulo e com a questão orçamentária, e cobrando cada secretário dentro de sua área de atuação. O prefeito atende no hospital cerca de 8 secretários por dia. Ele determinou que os médicos dissessem tudo o que ele tinha, pois acredita que o seu compromisso é público e deve esta prestação de contas à população.  

JSZN: Como o sr. destaca a parceria da Prefeitura de São Paulo com os governos estadual e federal?

Tripoli: Dentro do que foi estabelecido, nós não estamos tendo nenhum tipo de problema. Nós estamos trabalhando muito, porque o que nos preocupa são as enchentes. O episodio do ano passado fez com que nós redobrássemos o trabalho aqui na cidade de São Paulo.  Portanto, há uma grande parceria institucional que foge da área política.

JSZN: Qual a importância das mídias regionais, em especial o jornal Semanário da Zona Norte?

Tripoli: As mídias regionais são fundamentais e o Semanário da Zona Norte é um grande parceiro. Há muito tempo tenho amizade com o diretor João Carlos Dias. É fundamental essa representação da mídia local. Ela está muito mais próxima da comunidade e radiografando tudo o que acontece na região. E o jornal possui um grande relacionamento social com as entidades civis, religiosas e militares.

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