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Poucas palavras - Grandes Sentimentos

Colunista Paulo Eduardo de Barros Fonseca

Poucas palavras - Grandes Sentimentos
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Às vezes, a vida nos reserva momentos incomparáveis. Não raro, são tão intensos que seu valor não está no tempo que duram.
Há algum tempo fomos procurados por um grupo de jovens universitários da área de comunicações que pretendiam entrevistar nossa família para fazer um trabalho para fins acadêmicos sobre bullyng.  Eles buscavam conhecer a experiência de alguém que tivesse sofrido algum tipo de intimidação, agressão física ou psicológica.
Assim, Ana Paula, nossa filha, em razão de sua deficiência motora e pela forma corajosa como encara todas as situações que vivencia, seria a figura central da entrevista, enquanto que a Diva relataria sua postura como mãe e eu como pai e operador do direito.
Montado todo aparato – luzes, câmera, ação -, passamos mais de duas horas conversando com aqueles jovens que, de forma cuidadosa e responsável, procuravam obter as informações necessárias para a realização do trabalho acadêmico.
Mas, durante a entrevista, um fato foi marcante para mim e que me fez refletir sobre minha postura como pai e pessoa que tem responsabilidades perante a Ana Paula. Isso em razão de uma resposta da Ana Paula a uma indagação sobre onde ou em quem ela busca conforto, segurança e orientação nos momentos em que, de algum modo, se sente fragilizada. Emocionada, ela segurou nas mãos de sua mãe e na minha, que a ladeávamos, e disse que nós somos os amigos de todas as horas em quem ela deposita toda sua confiança e segurança.
Por alguns instantes todos permaneceram em um absoluto silêncio - que falava alto - certamente porque não fomos capazes de traduzir em palavras a emoção que tomou conta do ambiente.
Se de um lado, se esse é o papel que sempre procuramos desempenhar; de outro lado, foi absolutamente reconfortante ouvir aquelas poucas, porém marcantes, palavras ditas com afeição e seriedade que calam profundo em nossos corações.
 Foram breves momentos. Foram poucas e simples palavras. Mas grandes sentimentos foram reavivados numa demonstração de que uma vida sem desafios e sem superações não vale a pena ser vivida, bem como que com amor, fé, resignação, responsabilidade e respeito não há dificuldade que não possa ser vencida.
Porque a vida é construída nos sonhos e se concretiza no amor, como já   disse o poeta, a felicidade é como um perfume ... quando você passa nos outros fica um pouco do cheiro em suas mãos!

Paulo Eduardo de Barros Fonseca

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