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Segunda-feira, 16 de Fevereiro 2026

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Paz, justiça e instituições eficazes

Colunista Fernanda Cangerana

Paz, justiça e instituições eficazes
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O décimo sexto objetivo do desenvolvimento sustentável trata da promoção de sociedades pacíficas e inclusivas, propõe que todos tenham acesso à justiça e que as instituições sejam fortalecidas tornando-se mais eficazes no atendimento às necessidades de todos os cidadãos. O foco desta coluna será nas duas primeiras metas que a ONU estabeleceu dentro deste objetivo, a primeira trata da redução da violência e das mortes relacionadas, a segunda faz referência Às diferentes formas de violência contra as crianças.
A meta proposta pela ONU “reduzir significativamente todas as formas de violência e as taxas de mortalidade relacionada em todos os lugares” foi adaptada pelo governo brasileiro dando ênfase na redução da violência contra as minorias. A diminuição da violência em nosso país passa pela oferta de oportunidades para todos de maneira a criar ciclos virtuosos que estimulem os jovens a perseverar para a realização de seus sonhos através de estudo e trabalho, não há dúvida de que a ausência de perspectivas leva um grande número à criminalidade. Porém, é simplista supor que todos os problemas relacionados com a delinqüência tenham sua causa nas questões sociais. É preciso aprofundar a discussão no que tange aos valores universais que a sociedade tem negligenciado: a honestidade, a bondade, e a compaixão.  Muito discutimos sobre o papel da escola na formação dos valores do indivíduo, embora pessoalmente eu acredite que valores devam ter seu alicerce na educação familiar, sou voto vencido em meio aos colegas profissionais da educação que advogam a importância de trabalhar valores na escola. Então é necessário colocar a questão, quais são os valores que estão sendo ensinados nos bancos escolares?
A outra meta que julguei importante abordar neste texto é aquela relativa ao término do abuso, da exploração, do tráfico e todas as formas de violência e tortura contra crianças. Como mãe e como bióloga, carrego comigo o temor de que estejamos tratando muito mal nossa prole. De um lado observo jovens pais e mães com muita dificuldade de estabelecer limites e exercer sua autoridade para com os filhos; de outro lado vejo pais e mães aos quais falta o equilíbrio emocional para lidar com crianças que acabam vítimas daqueles que deveriam protegê-las. Muito recentemente ganhou a mídia o triste caso do assassinato do menino Henry Borel. Sem a mesma repercussão, mas com notas ainda mais assustadoras a menino Rhuan Maycon foi seqüestrado, emasculado, castrado e degolado pela mãe e sua companheira. São apenas dois entre inúmeros casos, que demonstram o absurdo despreparo de adultos para exercerem a função de pais.
No parágrafo acima trato da violência ocorrida dentro de casa, mas o maltrato infantil acontece diuturnamente nas escolas e nas ruas também. Como serão os adultos que sobreviverem a infâncias tão tristes? Como esses adultos irão tratar seus descendentes? Se nossa civilização está preocupada com uma postura mais sustentável, se queremos proteger as outras espécies, devemos imperiosamente olhar para nossa próxima geração.
Não bastará preservar o mico leão dourado e sacrificar nossa progênie faminta!

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