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Quarta-feira, 22 de Abril 2026

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Pacto masculino: o silêncio que sustenta a violência

Colunista *Aline Teixeira

Pacto masculino: o silêncio que sustenta a violência
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O chamado “pacto masculino” é um conceito que ajuda a explicar um comportamento social ainda muito presente: a tendência de homens protegerem, justificarem ou se omitirem diante de atitudes problemáticas de outros homens, especialmente quando essas atitudes envolvem mulheres.

Não é um acordo explícito, mas um padrão cultural. Ele se manifesta em situações cotidianas, muitas vezes naturalizadas, como comentários machistas tratados como piada, atitudes desrespeitosas relativizadas ou até mesmo a ausência de reação diante de comportamentos abusivos.

Na prática, o pacto masculino se sustenta na omissão. Isso significa que a violência contra a mulher não se mantém apenas por quem a pratica, mas também por um ambiente que, direta ou indiretamente, permite que ela aconteça. O silêncio, nesse contexto, deixa de ser neutralidade e passa a funcionar como validação.

Esse padrão tem impactos profundos, pois dificulta que mulheres reconheçam situações de violência, enfraquece redes de apoio e contribui para a normalização de comportamentos que não deveriam ser aceitos em nenhuma circunstância.

Por isso, enfrentar o pacto masculino não é apenas sobre condenar casos extremos mas é também sobre interromper padrões. Isso exige mudanças de comportamento, responsabilização e, principalmente, disposição para se posicionar, inclusive em situações cotidianas, onde o silêncio costuma parecer mais confortável.

A violência contra a mulher não é um problema individual, é estrutural e estruturas não se mantêm sozinhas. Romper com isso não é simples, mas é necessário. Porque enquanto o desconforto de se posicionar for menor do que o impacto da violência, nada muda.

Eu sou Aline Teixeira e acredito que enfrentar a violência contra a mulher também passa por responsabilizar o silêncio, porque quando alguém se cala diante do erro, deixa de ser apenas espectador e passa a fazer parte do problema. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.

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