Muito se falou, principalmente depois do PT assumir o poder em vários níveis no Executivo e no Legislativo, no tal compromisso partidário, para o qual existe até mesmo uma “cartilha” a ser seguida dentro de determinadas facções políticas. O fato é que o compromisso partidário existe, ele determina as regras que o político deve seguir dentro de seu partido, mas o verdadeiro compromisso daquele que está em um cargo eletivo deveria ser com relação a quem o elegeu e com relação a toda sociedade para a qual deve trabalhar e prestar contas. Na verdade, deveria, mas não é bem assim. E nós, da Zona Norte, temos sentido isso na carne, pois nas últimas eleições houve candidatos que apareceram na região apenas para pedir votos e, depois de eleitos, nunca mais deram as caras. Com isso, há muito a Zona Norte está esquecida, abandonada, sem que haja uma forte responsabilidade política para defendê-la e para ouvir os anseios de sua população. Numa eleição deveria haver compromisso voltado para o bem comum entre o candidato, que pleiteia o cargo almejado, e o eleitor. Deveria, porém, nem sempre é assim para frustração do cidadão que o elegeu. Esse comportamento tem contribuído para a degradação da classe política, a tal ponto que muitos eleitores nem comparecem para votar. Outros, resignados, vão às urnas para cumprir a exigência da lei só para cravar o voto branco ou nulo. Uma pena! Mas o eleitor não pode pensar assim e se quer contar com representantes políticos legítimos, independentes em sua maneira de pensar, mas compromissados com a comunidade, com vontade de trabalhar por ela, com vínculo com a Zona Norte, que conheçam realmente a região e seus problemas, deve saber escolher o nome daquele em quem vai depositar sua confiança nas urnas nas eleições de novembro de 2020 e será seu representante pelos próximos quatro anos. O eleitor deve realmente ter consciência da importância da política e do valor do seu voto, pois ele não tem preço, mas sim consequência; precisa verificar se o candidato tem um projeto político verdadeiramente comprometido com o aspecto social, se tem um passado limpo, honesto e envolvido com as causas populares, se suas propostas políticas e sociais são concretas e com possibilidade de serem executadas e não apenas sejam promessas de campanha, se tem ficha limpa, se mostra transparência, acima de tudo, o eleitor consciente é aquele que também combate a corrupção eleitoral, pois não vende e não troca de seu voto. É preciso quebrar o círculo vicioso de candidatos que corrompem eleitores, e eleitores que corrompem candidatos. Quem vende o voto está vendendo a sua própria dignidade. Quem compra voto, compra a consciência do eleitor. Quem compra e quem vende voto está se degradando em sua dignidade. Isso é necessário para que não venhamos a repetir os mesmos erros do passado, ou melhor, erros de várias eleições passadas e os resultados todos estamos vendo, com a crise política que tomou conta do Brasil e a corrupção generalizada no meio político. Como mostrou perfeitamente o editorial de capa do jornal Folha de S. Paulo do dia 3 de abril de 2016, é uma pena que seja necessário interromper, ainda que por meios legais, um mandato presidencial obtido em eleição democrática, referindo-se ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, depois de seu partido protagonizar os maiores escândalos de corrupção de que se tem notícia; depois de se reeleger à custa de clamoroso estelionato eleitoral; depois de seu governo provocar a pior recessão da história. A Folha lembrou que “Dilma colheu o que mereceu”, mas o povo não mereceu Dilma, como também não mereceu Lula e não mereceu o que ambos fizeram com o Brasil. E, justamente citando este exemplo, devemos lembrar que nossa região, a Zona Norte de São Paulo, merece ser respeitada e para que isso aconteça é necessário ter legítimos representantes na Câmara Municipal de São Paulo e também no Poder Executivo paulistano.
O voto não tem preço, mas sim consequências, por isso vote em quem realmente merece ser o legítimo representante da Zona
Muito se falou, principalmente depois do PT assumir o poder em vários níveis no Executivo e no Legislativo
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