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Sábado, 11 de Julho 2026
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O Brasil é uma bola

Colunista *Percival de Souza

O Brasil é uma bola
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O Brasil emperrou, os vikings venceram. A Pátria não calçou as chuteiras, o País parou, como há muito não se via, a  frustração e  tristeza envolveram a todos.

A bola da Copa do Mundo, além do chip tecnológico, contém uma analogia com nossa real situação. Podemos apanhar a esfera e comparar. Em vez da disputa entre seleções, engalfinham-se grupos ferozes, que à semelhança dos sinais de trânsito, convergem de um lado para outro, ou seja, as rotuladas esquerda e direita, ambas berrando que representam a salvação nacional em dias turbulentos.  Se fosse um jogo, seria bem sujo, digno de cartões vermelhos, amarelos e expulsões, por conta das inverdades, mentiras, falsas promessas e ataques com muitos disparos ideológicos. No meio do fogo cruzado, estamos nós, a sociedade, exausta de totens e ídolos, à espera de soluções para os graves problemas que assolam a Nação, na falta de representação digna. Procuram-se artigos muito raros hoje em dia: ética, honestidade, decência, caráter, respeito, credibilidade, justiça igualitária, atitudes em favor da cidadania, corrupção sendo combatida e instituições funcionando em vez de competir entre si.

A bola é obviamente redonda, mas aqui se prefere demonstrar a quadratura do círculo, embora desde a Grécia antiga Aristóteles já dissesse que as coisas são ou não são: nada pode ser igual ao mesmo tempo e no mesmo lugar. Existem grandes diferenças entre jeitos de ser e pensar.

O bem comum não é um campo de batalha, apesar dos artefatos beligerantes disponíveis. Os competidores falam sempre do bem ou mal, ambos se apresentando como virtuosos e redentores. Faz tempo que assistimos a esse mesmo tipo de filme. Os dois lados dizem que representam esse papel. Seriam conhecedores da verdade para arrebatar rebanhos (ou currais) eleitorais? 

Exemplos da Babel envolvendo a grande preocupação geral com segurança pública. A questão biológica do menor que comete crimes. Fala-se em diminuir a maioridade penal. Os experts nem sabem discutir isso direito: não se trata de redução, mas de antecipação. Repito: antecipação! Outra coisa: facção criminosa transnacional. Sabemos que opera maleficamente dentro e fora do País. Temos de buscá-la onde está, com acordos e reciprocidades, pedidos de extradição e operações secretas, porque ai de nós se os energúmenos soubessem de tudo.

Até aqui, nada da decantada inteligência. Só a burrice dolosa.

*Jornalista e escritor

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