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Segunda-feira, 09 de Fevereiro 2026

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Na UTI, velha previdência brasileira precisa de vida nova para ajudar no desenvolvimento do País

Previdência Social no Brasil está na UTI. Segundo dados da Secretaria Especial de Previdência

Na UTI, velha previdência brasileira precisa de vida nova para ajudar no desenvolvimento do País
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A Previdência Social no Brasil está na UTI. Segundo dados da Secretaria Especial de Previdência e do Trabalho do Ministério da Economia, em 2018 a arrecadação foi de R$ 428,3 bilhões, entretanto, as despesas chegaram a R$ 692,7 bilhões. Um déficit que só tende a aumentar a afetar áreas fundamentais como a Saúde e a Educação, e ameaçar inclusive o pagamento aos próprios aposentados.

O atual modelo previdenciário está falido e não serve mais para o Brasil, ao contrário, só inibe o desenvolvimento da nação.

A volta da reforma da previdência ao protagonismo dos debates nacionais não é apenas bem-vinda, mas necessária para o futuro das contas públicas e para o desenvolvimento econômico brasileiro. Em fevereiro, o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, entregou ao Congresso Nacional a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da previdência, uma das suas principais bandeiras de governo, que agora deve ser analisada e debatida por deputados e senadores.

Neste momento, cabe a todos os brasileiros atuarem para o restabelecimento da sua saúde, adequando-a ao novo perfil do cidadão, buscando garantir as contas do sistema e assegurar as aposentadorias e pensões do futuro. A favor ou contra este ou aquele ponto, é hora do debate, da sociedade civil participar, estudar e debater com o intuito de equacionar essa questão o quanto antes. A reforma precisa sair. O Sescon-SP, mais uma vez, se insere nas discussões e tem buscado contribuir com o redesenho do sistema previdenciário nacional.

No dia 7 de junho, durante o 1° Summit de Assessoramento, o Sescon-SP, em conjunto com o Ibracon, entregou ao secretário especial da Previdência e do Trabalho, Rogério Marinho, um manifesto de apoio à Reforma da Previdência. Precisamos nos posicionar e manifestar a vontade do setor de serviços por essas importantes mudanças.

A população brasileira está envelhecendo rapidamente. Segundo o IBGE, em cinco anos, o número de brasileiros com 60 anos ou mais cresceu 18,8% entre 2012 a 2017. No mesmo período, a parcela de crianças de zero a nove anos de idade caiu, passando de 14,1% para 12,9%. Já as projeções apontam que os cidadãos com mais de 50 anos poderão se tornar mais da metade da população ativa em 2050 e o País terá 68 milhões de brasileiros com mais de 60 anos. Considerando este cenário não é preciso grandes fórmulas matemáticas e profundas análises econômicas para perceber que o nosso sistema previdenciário, da forma como está, caminha para a insuficiência. Afinal, são menos contribuintes e aumento expressivo de aposentados e pensionistas, com expectativa de vida em ascensão.

Importante pontuar que a viabilidade da reforma está intrinsecamente ligada à promoção da justiça e da equidade, ou seja, a abrangência de todos os trabalhadores brasileiros, dos setores privados, públicos, parlamentares e, inclusive, militares.

Cada cidadão deve dar a sua parcela e ajudar a resolver esta equação. No Brasil, via de regra, os estados de exceção e os privilégios injustificados são tantos que acabam virando regra e contaminando diversos sistemas e cenários. Igualar as regras dos diferentes regimes de aposentadoria, certamente que considerando especificidades de algumas funções e situações, colabora não apenas para o aprimoramento das contas da Previdência, mas para tornar o sistema mais justo e, consequentemente, para reduzir a rejeição popular às mudanças. A convergência entre os regimes de previdência dos servidores públicos (RPPS) e o regime do setor privado (RGPS) é especialmente fundamental para essa equidade.

O Sescon-SP está preparado para contribuir, com pesquisas, análises e propostas, visando mudanças que assegurem o saneamento das contas e a pagamento futuro de milhões de aposentados e beneficiários. Esse é o nosso compromisso com as próximas gerações.

Reynaldo Lima Junior

* Presidente do Sescon-SP e da Aescon-SP

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