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Sábado, 26 de Setembro 2026
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Dia Nacional do Jornaleiro

30 de setembro

Dia Nacional do Jornaleiro
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A  grande razão da existência do Semanário da Zona Norte é o seu leitor. Este, porém, não poderia ter acesso às informações e notícias que dizem respeito ao seu bairro se não fosse a imprescindível figura do jornaleiro, este parceiro nosso de todos os momentos. As bancas de jornal e os jornaleiros são a última etapa da cadeia de produção e distribuição dos produtos de jornalismo impresso e editorial. Nas grandes cidades brasileiras, as bancas são quiosques de venda de publicações periódicas, instaladas em pontos estratégicos como esquinas e avenidas de grande movimento. Nos EUA, por outro lado, a maior parte dos jornais é vendida em máquinas automáticas acionadas com moedas. Em alguns outros países, os jornais e revistas são vendidos em livrarias, tabacarias, charutarias, bombonieres e outras lojas específicas. Nada, porém, melhor do que o contato direto com o jornaleiro, que, acaba tornando-se acima de tudo um amigo do seu cliente. No Brasil, o Dia Nacional do Jornaleiro é instituído no dia 30 de setembro.

Os produtos mais comumente vendidos em bancas de jornal são, entre outros: Jornais, revistas, revistas de histórias em quadrinhos ou gibis, álbuns de figurinhas e seus respectivos cromos colecionáveis. Recentemente, a estratégia de marketing das editoras e jornais tem incluído a comercialização conjunta de produtos de valor agregado e colecionáveis — como CDs e DVDs, ou até mesmo atlas e enciclopédias encartados em fascículos —, que vêm incluídos no preço da publicação ou que podem ser adquiridos opcionalmente por um custo adicional. Em certos casos, a receita da venda destes produtos não vai para o jornaleiro, e sim para a editora. Bancas de jornal também costumam vender outros artigos de pequeno valor não-relacionados a publicações, como isqueiros, cigarros, cartões telefônicos e pilhas. Uma tendência que vem crescendo na Europa e em outros países do Primeiro Mundo é a distribuição gratuita de jornais, em metrôs e supermercados. Estes jornais são mantidos exclusivamente pela receita publicitária, em lugar da venda. Nestes casos, as bancas são dispensáveis para a circulação, o que às vezes atrai a antipatia por parte dos jornaleiros contra estas publicações.

Um pouco de história

Em 30 de setembro é celebrado o dia de um dos mais importantes profissionais do mercado. A informação, nos dias de hoje, é um bem indispensável. É através dela que norteamos nossas vidas, que sabemos o que acontece em mundos distantes do nosso. A informação, além de tudo, nos oferece entretenimento. E não é só aos envolvidos na mídia que devemos agradecer pelo fato da informação chegar até nossa casa. Devemos agradecer a milhares de profissionais que trabalham na distribuição dessa informação. No dia 30 de setembro, os jornaleiros são lembrados, pois esse é seu dia. Ao que tudo indica, os jornaleiros já contam com 147 anos de história na vida do país. Crê-se que os negros escravos foram os primeiros jornaleiros e saíam gritando pelas ruas as principais manchetes estampadas nas primeiras páginas do jornal A Atualidade (primeiro jornal a ser vendido avulso, no ano de 1858). No fim do século 19 e início do século 20, jornaleiros, a cavalo ou a pé, levavam as notícias do dia ao público. Logo de manhã, com sol ou chuva, garotos e adultos iam para as ruas centrais das principais cidades e ofereciam jornais aos leitores, de mão em mão.  Das ruas, os jornaleiros, principalmente de origem italiana, evoluíram para caixotes e depois para bancas de madeira. Quem primeiro montou um ponto fixo foi Carmine Labanca, um imigrante italiano, na cidade do Rio de Janeiro. O sobrenome do imigrante se associou ao nome dos pontos-de-venda (“banca”). Aos poucos foram surgindo as bancas especializadas na venda de jornais e revistas. As bancas se modernizam, viram empresa e ampliam a oferta de produtos e serviços. Hoje é fácil, por exemplo, comprar o jornal sem sair do carro. O Dia do Jornaleiro é comemorado em 30 de setembro. A regulamentação das bancas veio com o então prefeito da cidade de São Paulo, Jânio Quadros, em 1954, por conta do paisagismo da cidade. O prefeito entendeu que as bancas de madeira não combinavam com o aspecto progressista da cidade. O político concedeu licenças para novos modelos, o que veio a gerar um grande avanço na organização do espaço. A trajetória dos jornaleiros é marcada de árduo trabalho e de grandes recompensas. A explosão de um brilho nos olhos das crianças ao comprarem gibis e o pensamento crítico de um intelectual só pode ser formado porque a banca estava disponível. Pela importância de permitir que impressos cheguem às pessoas, pela luta e outros fatos.

Cartilha do jornaleiro

Quando se pretende comprar uma banca, como em qualquer outro negócio, existem alguns cuidados que devem ser tomados antecipadamente para evitar maiores problemas futuros. São eles: analisar o local (ponto) e o fluxo de pessoas que por ali passam, para se ter uma ideia aproximada do publico alvo e os produtos que serão comercializados na banca; verificar os documentos na Prefeitura da banca e a regularidade diante dos órgãos competentes, e se a documentação está no nome do proprietário; verificar se os impostos como: taxas municipais de permissão de uso e contribuição sindical estão devidamente quitadas; confirmar se as cotas e o recebimento de todos os jornais estão em dia, ou seja, se a banca recebe com regularidade os jornais; em nome de quem está, e a regularidade de pagamento das mesmas; confirmar se a banca (lata) está quitada junto ao fabricante, porque a mesma fica em garantia de pagamento até a liquidação do financiamento. Todos os documentos da banca, ou seja, prefeitura, jornais, distribuidores e outros fornecedores devem estar em nome do atual proprietário. Com todos esses requisitos verificados, você poderá comprovar o movimento (féria) que o proprietário da banca está informando. O jornaleiro de hoje não é apenas um permissionário, ou um ambulante como muitos veem, mas como um comerciante com todas as responsabilidades e com os mesmos direitos reconhecidos, mas, infelizmente hoje, apenas de fato e não de direito, como deveria ser. O  ramo tem como principal atrativo, a consignação dos jornais e das revistas, fazendo com quem não haja maiores prejuízos na reposição dessas mercadorias.

Dicas de marketing para o jornaleiro

Como trabahar melhor o seu ponto de venda: Você, jornaleiro, fez tudo certo: instalou sua banca em um ótimo local, expôs as publicações. Mas os resultados não correspondem à sua expectativa. Se você pensar bem e começar a observar as bancas concorrentes, talvez descubra que pode melhorar ainda mais o seu ponto-de-venda. Algumas outras bancas apresentam uma visualização mais atraente e expõem melhor jornais e revistas. Você sabe que o mercado é para todos e vai conquistar seus clientes potenciais. Seu produto é bom, igual ao dos concorrentes. Você está instalado num ponto de movimento. Sua banca também pode oferecer descontos e facilidade de pagamento, como seus concorrentes. E você também pode - e deve - fazer propaganda e promoção. Você vai atrair seu cliente e fazer com que ele se interesse por seus produtos e compre. E, claro, você vai mantê-lo cativo. Um primeiro passo é saber direitinho quem é o seu cliente. Há dois tipos de público: o residente (as pessoas que moram perto da sua área de influência) e o flutuante (quem não mora, mas trabalha ou estuda e muitas vezes faz compras na região). É preciso conhecer sua área de influência. Imagine sua banca no centro de três círculos. No primeiro, mais próximo dela, estão de 60 a 70% de seu mercado. No segundo, cerca de 20%. Os restantes 10% estão no último. Mas nenhum deles pode ser desprezado. Observe de onde vêm seus clientes. Há detalhes que indicam isso, como o endereço no verso do cheque, o CEP (Código de Endereçamento Postal), número de telefone e placa do carro (quando for de outra cidade). Uma vez conhecido seu público, observe outros dados importantes para a ampliação de suas vendas. Pontos de ônibus nas proximidades, estações de metrô ou trem, escolas, supermercado, shoppings, holspitais, etc. Um relacionamento amigável e permanente com seu público, fazendo com que ele se sinta bem servido e queira voltar, é uma prática de retorno seguro. Além de expor seus produtos, é preciso conhecê-los. Informe-se sobre as publicações que vende. Isso vai ajudar muito na hora de conversar com o consumidor. Procure estar à frente de seus concorrentes.

Como entender as necessidades do seu cliente: A concorrência aumenta e o consumidor fica cada vez mais exigente. Você, jornaleiro, precisa ficar atento. Afinal, vender significa uma troca. É preciso satisfazer as duas partes envolvidas: você, que vende, e o cliente, que compra. Todo mundo sabe que o atendimento é a alma do negócio. Cliente satisfeito volta. E cliente que volta é cliente conquistado. Para que isso aconteça, além de ter um bom ponto de venda e produtos de qualidade, você precisa conhecer as necessidades e preferências de seu cliente. E atendê-lo bem, é claro. O jornaleiro, você bem sabe, é um vendedor especial. Ele é o dono do negócio e tem contato direto com o cliente. Faça tudo para cativar seu cliente. Sem ele, sua banca não vai para a frente. É bom lembrar que todo produto ou serviço, na sua apresentação original, é considerado genérico. O consumidor tem uma expectativa quanto ao que vai adquirir (expectativa do cliente/produto esperado). Se a banca ou o jornaleiro oferece algo além da expectativa do cliente (produto ampliado), a satisfação será maior. Mas quando não atender a expectativa, provocará insatisfação. E cliente insatisfeito não volta. Procure descobrir os interesses e necessidades de seu cliente, em conversa informal. Não pressione o cliente a comprar e facilite o seu contato com as publicações. Informe-se sobre elas e ajude o consumidor a decidir o que pode ser melhor para ele. Oferecer serviços complementares faz uma boa diferença. Exemplos: estacionamento (ou venda para o motorista no carro), pagamento facilitado, reserva de publicações ou pedido de números atrasados. Você deve ainda melhorar o visual de sua banca, fazer promoções, desenvolver um atendimento personalizado e buscar clientes novos na vizinhança. É preciso atrair novos clientes e manter os conquistados.
Bons amigos, bons negócios.

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