Certa vez, ouvi uma estória sobre um velho índio que disse a um jovem que dentro dele existiam dois cachorros que permaneciam em constante briga. Um muito cruel, agressivo e perverso enquanto que o outro era generoso, afável e compreensivo. Diante da narrativa o índio foi indagado sobre qual dos dois animais ganhava a briga, tendo respondido: aquele que eu alimento. Moral da estória: está nas mãos de cada um o seu melhor viver.
Ocorre que pesquisas científicas mostram que 78% (setenta e oito por cento) dos homens chegam a passar até 8 (oito) horas por dia focado em seus medos e preocupações.
Se dividirmos as 24 (vinte e quatro) horas do dia por 3 (três): trabalhamos 8 (oito) horas, temos outras 8 (oito) horas para nossa família e diversão e, finalmente, as 8 (oito) recomendadas para o descanso e recomposição da nossa higidez física e mental.
Quando passamos 8 (oito) das 16 (dezesseis) horas em que estamos ativos focados em nossos medos ou preocupações, estamos aumentando a probabilidade de estresse com uma situação que nunca vai acontecer, que se origina do seu passado, que é completamente imaginária ou que nós simplesmente não temos controle.
Essa postura traz enormes prejuízos ao ser humano nos aspectos físico, mental e espiritual porque há o cultivo de algo que o machuca material e espiritualmente.
Todavia, é de se ter claro que é preciso um despertar da nossa consciência que traz o desapego dos medos, egoísmos, vaidades, etc. que nos prendem às coisas pequenas da matéria, para buscarmos novos conhecimentos e fazermos nossa reforma íntima.
Quando anemizamos nossos corações há a certeza de que a cada nascer do sol, que é para todos, novas oportunidades nos serão ofertadas em todos os setores.
É preciso que nos alimentemos da vontade sadia da fé, do acreditar, porque vontade fraca enfraquece nossa imaginação e a imaginação doentia enfraquece o corpo e o espírito.
Fé, vontade, tolerância e caridade são as chaves para o nosso bem-estar físico e espiritual.
Que a cada nascer do sol, que é uma das poucas certezas que temos na vida, uma nova esperança se renove em nossos corações!
Paulo Eduardo de Barros Fonseca