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Sábado, 11 de Julho 2026
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A violência que não aparece nas estatísticas

Colunista *Aline Teixeira

A violência que não aparece nas estatísticas
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Quando falamos sobre violência contra a mulher, normalmente pensamos nos casos que chegam às manchetes ou entram para as estatísticas. Mas existe uma realidade muito maior, silenciosa e difícil de medir: a violência que não é denunciada.

Todos os dias, milhares de mulheres sofrem assédio, perseguição, importunação sexual, violência psicológica e ameaças sem procurar ajuda. Muitas não registram boletim de ocorrência por medo, vergonha, dependência financeira ou pela falta de confiança de que serão acolhidas. O resultado é um retrato incompleto da violência no Brasil. Atrás de cada número, existem inúmeras histórias que permanecem invisíveis.

Enfrentar esse cenário exige mais do que punir agressores. É preciso fortalecer a prevenção e a rede de proteção. Ampliar o funcionamento das Delegacias da Mulher em regime de 24 horas, garantir atendimento especializado em municípios que ainda não possuem unidades, acelerar a concessão de medidas protetivas, investir em casas de acolhimento para mulheres e seus filhos e ampliar o acesso à assistência psicológica e jurídica são medidas fundamentais para romper o ciclo da violência.

Ao mesmo tempo, a prevenção precisa começar antes da agressão. Investir em educação, promover campanhas permanentes de conscientização e capacitar profissionais da saúde, educação e segurança pública para identificar sinais de violência são políticas que ajudam a salvar vidas.

Combater a violência contra a mulher significa criar condições para que ela se sinta segura para denunciar e tenha a certeza de que encontrará proteção, acolhimento e justiça. Nenhuma vítima deveria enfrentar esse caminho sozinha.

Eu sou Aline Teixeira e acredito que uma sociedade verdadeiramente segura é aquela que não espera a violência acontecer para agir. Proteger as mulheres começa com prevenção, acolhimento e políticas públicas que funcionem de forma permanente, e não apenas diante de tragédias. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.

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