É inegável que através do tempo o mundo e, por consequência, o homem, passa por um longo processo de desenvolvimento conjunto.
É igualmente incontroverso que no último século o mundo viveu e ainda vive um período marcado por um enorme progresso científico e tecnológico e que, em contraposição, principalmente as novas gerações, está procurando se adaptar a um novo cenário existencial para conviver em uma sociedade mais avançada.
Pode-se dizer que vivemos uma época marcada por duas realidades. De um lado, temos o desenvolvimento científico e tecnológico, que propicia uma melhor qualidade de vida e, de outro lado, o cenário das relações interpessoais que causam uma espécie de vazio existencial.
O nosso tempo tem se destacado pelos conflitos e entrechoques interpessoais, porque as pessoas se esquecem que as relações humanas se baseiam na afetividade humana.
Daí a importância da busca constante do aprimoramento do senso moral, de modo que cada indivíduo consiga valorar com despego a relação existente entre os bens materiais e os espirituais.
Quando isso ocorrer o instinto do mal será aparteado e gradualmente desaparecerá e, invariavelmente, dar-se-á a prevalência dos homens de bem porque haverá o entendimento de que as coisas da matéria são absolutamente passageiras.
O orgulho, o egoísmo, a vaidade, a ambição e os vícios que ainda são inerentes aos ser humano precisam ser trabalhados para que o progresso do senso moral continue, ainda que em passos lentos, sendo aprimorado.
Essa é uma verdadeira revolução moral, a qual, tal como nas revoluções sociais, somente são entendidas e internalizadas pelas pessoas pouco a pouco.
Consequência disso é que o status quo da humanidade ainda perdurará por algum tempo, mas mudará na medida em que as pessoas compreenderem que além dos bens da matéria existe uma felicidade infinitamente maior e mais duradoura.
No dizer de Chico Xavier, “na vida, não vale tanto o que temos, nem tanto importa o que somos. Vale o que realizamos com aquilo que possuímos e, acima de tudo, importa o que fazemos de nós.”
Assim, a exemplo do apóstolo Paulo, toda pessoa deve buscar ser um “homem de bem” promovendo sua reforma íntima e colocando em prática as lições do Mestre Jesus que amou a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Paulo Eduardo de Barros Fonseca