Aguarde, carregando...

Sábado, 13 de Junho 2026
Notícias Colunistas

Quando a tentativa vira notícia, mas os sinais já existiam antes

Colunista *Aline Teixeira

Quando a tentativa vira notícia, mas os sinais já existiam antes
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Nas últimas semanas, novos casos de tentativa de feminicídio voltaram a ocupar os noticiários brasileiros. Histórias diferentes, cidades diferentes, mas quase sempre o mesmo padrão: mulheres que já conviviam com ameaças, controle, agressões psicológicas ou violência dentro de relacionamentos.

O problema é que, muitas vezes, a sociedade ainda enxerga o feminicídio como um episódio isolado, quando, na realidade, ele costuma ser o resultado final de uma sequência de violências que começaram muito antes.

Os números mostram a gravidade desse cenário. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 1.568 feminicídios em 2025, o maior número desde que o crime passou a ser tipificado no país. No primeiro trimestre de 2026, foram registrados 399 casos.

Além disso, os casos de tentativa de feminicídio também cresceram. São milhares de mulheres que sobrevivem, mas carregam marcas físicas e emocionais profundas após ataques cometidos, na maioria das vezes, por parceiros ou ex-companheiros.

Outro ponto preocupante é a fragilidade da própria rede de proteção. Apesar de uma lei federal aprovada em 2023 determinar que as Delegacias da Mulher funcionem 24 horas por dia, sete dias por semana, a realidade ainda está longe disso. Um levantamento do Ministério da Justiça mostrou que mais de 80% das delegacias especializadas do país não possuem atendimento ininterrupto. Em São Paulo, por exemplo, apenas 18 das 142 Delegacias de Defesa da Mulher funcionam 24 horas, mesmo diante do aumento dos casos de violência e dos pedidos de medidas protetivas.

A discussão é ainda mais urgente porque especialistas apontam que a denúncia e o atendimento rápido são fundamentais para evitar que a violência evolua para situações extremas. Quando uma mulher decide pedir ajuda, o acolhimento precisa estar disponível naquele momento, não apenas em horário comercial.

Por trás de cada manchete existe uma história que, muitas vezes, já apresentava sinais. Controle excessivo, perseguição, ameaças, humilhações e violência psicológica não podem ser tratados como problemas menores.

Eu sou Aline Teixeira e acredito que o combate à violência contra a mulher começa quando deixamos de ignorar os sinais e passamos a levar cada pedido de ajuda a sério. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

+ Lidas

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do Semanário ZN no seu app favorito de mensagens.

Telegram
Whatsapp
Entrar

Veja também

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR