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Sábado, 30 de Maio 2026
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O impacto das redes sociais na autoestima feminina

Colunista *Aline Teixeira

O impacto das redes sociais na autoestima feminina
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As redes sociais mudaram a forma como as mulheres se enxergam. Hoje, a comparação não acontece apenas entre pessoas próximas, ela é constante, diária e praticamente impossível de evitar. Em poucos minutos rolando uma tela, uma mulher pode ser exposta a dezenas de padrões diferentes de beleza, sucesso, corpo, produtividade, maternidade e relacionamento. E o problema é que, muitas vezes, tudo isso parece real.

Existe uma pressão silenciosa para estar sempre bonita, feliz, saudável, produtiva, viajando, treinando, trabalhando, se cuidando e vivendo uma vida interessante o tempo inteiro. A estética virou performance e a comparação passou a ser um hábito automático.

O impacto disso na autoestima feminina é cada vez mais evidente. Estudos já relacionam o uso excessivo das redes sociais ao aumento de ansiedade, insegurança, distorção de imagem e sensação de inadequação, especialmente entre mulheres jovens. Isso porque as redes criam uma percepção irreal de normalidade. O que aparece ali é recorte, filtro, edição e estratégia, mas o cérebro consome como verdade.

Além da pressão estética, existe também a pressão emocional. Muitas mulheres passaram a medir valor pessoal através de validação online: curtidas, comentários, visualizações e aprovação externa. A consequência disso é uma autoestima cada vez mais dependente do olhar do outro.

Outro ponto importante é que as redes sociais aceleraram comparações que antes eram naturais e pontuais. Hoje, uma mulher compara o próprio corpo com centenas de corpos por semana. Compara carreira, rotina, relacionamento, maternidade e aparência em uma velocidade que o emocional humano não foi preparado para acompanhar.

Isso não significa que as redes sociais sejam necessariamente ruins. Elas também informam, conectam, inspiram e criam comunidades importantes. O problema começa quando a comparação constante faz a mulher sentir que nunca é suficiente.

Talvez a maior reflexão seja entender que a vida real não acontece em feed organizado. Todo mundo tem inseguranças, dias ruins, frustrações e imperfeições, mesmo quem parece ter a vida perfeita online.

Eu sou Aline Teixeira e acredito que autoestima não pode depender de algoritmo. A mulher precisa se reconhecer no espelho da vida real, não apenas na versão editada que a internet aprendeu a mostrar. Se você também acredita, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.r

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