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Dia do Engenheiro de Produção

17 de dezembro

Dia do Engenheiro de Produção
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O engenheiro de produto ou engenheiro de produção é o profissional que associa o conhecimento técnico característico das diversas engenharias às áreas de administração e economia para projetar, implantar e melhorar os sistemas de produção que constituem uma fábrica. Estes sistemas incluem a integração entre materiais, informações, equipamentos, energia e o ambiente. O profissional da engenharia de produto planeja a produção e avalia seus resultados para aumentar a eficiência em todos os seus aspectos: humano, material e financeiro. De maneira geral, ele viabiliza a produção, de forma a distribuir os produtos que a sociedade necessita, aumentando a competitividade e elevando a qualidade entre os concorrentes.
Características necessárias
É necessário que o estudante que deseja ser um engenheiro de produto se interesse por conhecimentos de matemática, física e ciências sociais, fundamentais na rotina do profissional. Além disso, ele deve apresentar as seguintes características: agilidade, atenção a detalhes, concentração, boa comunicação, capacidade de decisão, capacidade de resolver problemas práticos, criatividade, curiosidade, espírito empreendedor, gosto pela pesquisa, iniciativa, bom raciocínio abstrato e espacial, interesse em projetar coisas novas, interesse por ciências e novas tecnologias e curiosidade pelo funcionamento das coisas.
Formação necessária
Para ser um engenheiro de produto é preciso prestar vestibular para o curso de nível superior Engenharia de Produção (Bacharelado), que tem duração média de cinco anos. Caso deseje dar aulas em universidades, a opção Licenciatura deve ser escolhida. Para uma melhor formação e maior competitividade, o profissional deve dominar o inglês e ter conhecimentos de computação, administração e economia. Ainda, cursos complementares oferecidos pelas universidades enriquecem o currículo, como por exemplo: Formação Complementar em Processos Discretos - Corresponde aos processos usualmente desenvolvidos nas indústrias mecânica e eletroeletrônica; formação Complementar em Processos Contínuos - Corresponde à produção automatizada utilizada em processos químicos e siderúrgicos; formação Complementar Aberta - Corresponde a uma formação direcionada pelo próprio aluno com o auxílio de um professor orientador em alguma área específica de interesse. Além destes, cursos extracurriculares ou de pós-graduação nas áreas de gerência e administração podem ser fatores decisivos no momento da contratação.
Principais atividades
Suas principais atividades são: projetar sistemas de produção; coordenar e supervisionar o processamento dos produtos; administrar o armazenamento de matérias-primas; gerenciar e fiscalizar a execução de atividades e cumprimento de prazos; análise do mercado, cálculos de demanda e produtividade; planejamento da produção com metas a serem atingidas; assistência no desenvolvimento de máquinas, ferramentas e produtos; conduzir programas de redução de custos; desenvolver métodos de otimização do trabalho; e criar procedimentos para programação e controle de produção.
Áreas de atuação e especialidades
Engenheiros de produção podem atuar em diversos setores, como: empresas industriais e de serviços, indústrias automotivas, da construção civil, mineração, siderurgia, cimento e química. Nestas indústrias, pode atuar nas áreas de: Operação - envolvendo a distribuição de produtos e controle de suprimentos; Gestão agroindustrial - com gerência da manutenção, construção, automação, entre outros; Área financeira - incluindo o controle financeiro, o controle de custos e a análise de investimentos; Área de logística - na viabilização dos projetos dos produtos; Área de marketing - tratando do planejamento e desenvolvimento de produtos e mercados a serem atendidos; Área de planejamento - abrangendo os setores estratégico, produtivo, financeiro, etc. Além disso, o profissional pode ainda desempenhar atividades na administração pública, na análise de investimentos e atuar em departamentos de pesquisa de universidades e dar aulas para curso superior de engenharia de produção.
Mercado de trabalho
O mercado de trabalho para os engenheiros de produto encontra-se bastante pulverizado, com uma grande variedade de áreas para atuar, devido à capacidade deste profissional trabalhar em diversos setores das indústrias e de empresas em geral. Entre as engenharias, a de produção é aquela que geralmente proporciona os melhores salários e a procura por profissionais é grande, já que não há tanta mão de obra especializada no Brasil. Os mercados que se mostram mais promissores para o engenheiro de produto são: área de finanças, telecomunicações e informática, onde há uma intensa demanda, e também na área previdenciária, um setor que se destaca por empregar estes profissionais.
Curiosidades
Com a Revolução Industrial, ocorrida no século 19, que mecanizou e dinamizou os diversos meios de produção, surgiu a necessidade de organizar e integrar os sistemas produtivos. Foi então que surgiu o conceito de engenharia de produção, mas que só teve sua difusão após a segunda metade do século 20, impulsionada pelo desenvolvimento norte-americano e adoção da ideia de produtividade aliada à qualidade adotada como pontos centrais nas empresas. Inicialmente, ela foi chamada de Engenharia Industrial, e com o advento da produção em série difundida por Henry Ford, a engenharia industrial ganhou destaque mundial. No Brasil, ficou conhecida somente nos anos 1950 com o desenvolvimento industrial tardio, sendo reconhecida pelo Ministério do Trabalho e regulamentada em 1975.

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