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Sábado, 03 de Outubro 2026
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Caminho para o bem comum

Colunista *Paulo Eduardo de Barros Fonseca

Caminho para o bem comum
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Em um momento de incertezas, tensões, fortes polarizações e de necessidade de rearticulação institucional, somos chamados a exercer a cidadania e, portanto, participar ativamente na sociedade, inclusive por meio do voto.
Nesse contexto, lembro-me de uma emblemática passagem bíblica na qual, na tentativa de transformar uma questão meramente material em um dilema religioso, os fariseus agiram de forma maliciosa para que Jesus transgredisse as leis da época, questionando-o: “Mestre, sabemos que és homem de verdade e não te importas com a opinião de ninguém, porque não olhas à aparência dos homens, mas ensinas com verdade o caminho de Deus: é lícito dar o tributo a César, ou não? Daremos ou não daremos?”. Ele, porém, conhecendo a hipocrisia deles, disse-lhes: “Por que me tentais? Trazei-me uma moeda, para que a veja”. E eles lha trouxeram. E disse-lhes: “De quem é esta imagem e inscrição?”. E eles disseram: “De César”. E Jesus, respondendo, disse-lhes: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. E maravilharam-se dele. Essa lição, alinhada aos demais ensinamentos de Cristo, fundamenta-se no respeito mútuo entre direitos e deveres, na exata medida em que cada um deseja ver os seus resguardados. Ou seja, demonstra que a vivência da fé e o zelo pelos princípios divinos convergem perfeitamente com o exercício de uma cidadania responsável diante das obrigações terrenas.
Essa lição, alinhada aos demais ensinamentos de Cristo, fundamenta-se no respeito mútuo entre direitos e deveres, na exata medida em que cada um deseja ver os seus resguardados. Ou seja, demonstra que a vivência da fé e o zelo pelos princípios divinos convergem perfeitamente com o exercício de uma cidadania responsável diante das obrigações terrenas.
Aliás, como a cidadania deve ser praticada em todos os espaços do cotidiano e das relações humanas, ela pode ser definida como a participação ativa e efetiva na sociedade em que se vive, implicando o respeito e o cumprimento de deveres para que direitos possam ser reivindicados.
No exercício desse papel, o homem se mobiliza em torno das questões que promovam a liberdade, a igualdade e a fraternidade, colocando em prática, indistintamente, o mandamento maior do amor ao próximo. Essa prática evidencia a conscientização dos direitos e deveres a que as pessoas estão submetidas e, certamente, propiciará a transformação do indivíduo e, como consequência, do meio em que vive.  Ao contrário, a eventual postura omissiva quanto ao exercício pleno da cidadania leva o homem à alienação e à sujeição em relação àqueles que se posicionam.
Nesse passo, o exercício da cidadania implica no conhecer-se melhor perante si mesmo, a sociedade e Deus, porque haverá o respeito à ordem social e às leis da natureza. Sob a ótica da evolução espiritual, essa postura auxilia na transição deste mundo de provas e expiações, onde ainda há fortes resquícios do mal, num mundo de regeneração, onde prevalece o bem. Isso significa consolidar os princípios democráticos de cidadania e ética que propiciam a justiça social, harmonia, fraternidade, enfim, o amor ao próximo.
Diante disso, este é um momento oportuno para relembrar Provérbios 29:2, que diz: “Quando os justos governam, o povo se alegra; quando os perversos estão no poder, o povo geme.”.
Para o aperfeiçoamento da sociedade, com sua evolução moral, é preciso que cada qual, em qualquer situação, atue dentro dos princípios basilares que visam ao bem comum, simplesmente porque todos são iguais perante Deus. Aliás, como bem sintetizou o pacifista indiano Mahatma Gandhi, “o futuro dependerá daquilo que fazemos no presente”. 
Enfim, a cidadania é um dever de vida e seu exercício, ao incentivar a reforma íntima, a integridade, a honestidade, o respeito ao próximo e a Deus, torna o ser humano mais justo e perfeito.

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