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Domingo, 25 de Outubro 2026
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Sermão das eleições

Abrem-se neste domingo as cortinas para um País que mantém ou muda a sua direção.

Sermão das eleições
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Abrem-se neste domingo as cortinas para um País que mantém ou muda a sua direção. Por toda parte, desejos e vontades, ambições e muitas preces pelos templos. A cidadania pelas urnas. Ansiedade para saber o que pode acontecer. Podemos pensar bem o que vamos expressar como brasileiros e cidadãos.

O foco consciente tem dois aspectos: quem almeja e quem aspira. Quem olha e quem precisa ser olhado. Ter meta e preencher a meta. Recorro às Sagradas Escrituras, o conjunto de livros que condensa um grande clássico da literatura e da poesia. Coisa que os ignorantes sobre a Palavra de Deus ignoram. Não sabem o que perdem. No Evangelho segundo Lucas (9) é relatado o episódio em que uma multidão, cerca de cinco mil homens, foi ao lugar onde Jesus estava. Ficou tarde e eles não tinham como alimentar-se. Aqui cabe preciosa analogia, uma lição para todos nós.

Jesus olhou e compadeceu-se. Que olhar! Haviam apenas cinco pães e dois peixes disponíveis. Domingo agora, não teremos somente 5 mil homens e sim milhões de brasileiros eleitores. Os pães e peixes são poucos diante das nossas desigualdades sociais e problemas. Os alimentos da multiplicação (todos comeram e ainda sobraram doze cestos cheios) assumem a forma de vigorosos programas de governo para um povo faminto por uma vida mais decente. Necessidades básicas, como segurança, saúde, educação, moradia e o pesadelo da fome.

Jesus olhou para o povo. Aquele momento exigia uma atitude. Os candidatos precisam dirigir o olhar de compaixão, sabendo que precisam satisfazer muitas expectativas, que os torna fiéis depositários da esperança por um Brasil melhor. Não são salvadores. Não se depende só de um. Mas o candidato eleito tem o dever de agir de forma que seja agradável aos olhos do Senhor. E Ele quer vida plena para a humanidade. Tudo que qualquer candidato prometa fazer, já está esculpido na vontade divina, expressa nos mandamentos das Escrituras. Precisamos prestar bastante atenção nisso: nenhum programa, político ou ideológico, supera os ensinamentos e promessas do Mestre.

O Governo não é um só. Autoridade humana maior não é Deus. Pode (e deve) ser Seu instrumento. Israel já foi uma Nação dividida, como nós estamos politicamente. O povo pediu ao profeta Samuel que intercedesse junto a Deus para uma solução unificadora. Somos novos profetas: peçamos a Deus que nos ajude a fazer nossa escolha com consciência.

*Jornalista e escritor

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