Biólogos estudam todos os organismos vivos. Investigam aspectos como origem dos seres, estruturas, funções, distribuição das espécies sobre a superfície terrestre, processos de reprodução e relação com o meio ambiente. Analisam seres nos seus vários níveis de organização: desde genes, células e órgãos, até as populações de plantas e animais e a estrutura dos ecossistemas. Os biólogos são profissionais que, através do estudo do meio ambiente, promovem o desenvolvimento sustentável, ou seja, a manutenção dos recursos naturais, mas que permite o crescimento da economia.
Características desejáveis
Pelo fato do profissional estar muito ligado a pesquisas é necessário ter memória apurada, capacidade de concentração, ser meticuloso, exatidão e perseverança, ter as seguintes características desejáveis: capacidade de análise; capacidade de concentração; capacidade de observação; capacidade de organização; curiosidade; espírito de investigação; facilidade para matemática; gosto pela pesquisa e pelos estudos; habilidade para trabalhar em equipe; interesse pelas ciências; interesse pelo corpo humano; interesse por animais e plantas; interesse por novas técnicas e tecnologias.
Formação necessária
O aluno de ciências biológicas pode optar por três tipos de formação universitária: bacharelado - habilita a trabalhar em indústrias e pesquisar; licenciatura - habilita a dar aulas de ciências em escolas do Ensino Fundamental e de biologia no Ensino Médio; modalidade médica - habilita a trabalhar em laboratórios de análises clínicas e biológicas para diagnóstico de diversas patologias, ou na pesquisa médica em institutos de pesquisa e na indústria farmacêutica. Profissionais com cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado) têm chances de conseguir melhores colocações no mercado de trabalho. As universidades e institutos de pesquisa, por exemplo, exigem grau de mestre ou doutor para contratação de professores e pesquisadores. Profissionais que atuam na elaboração de estudos de impacto ambiental (EIA) e relatórios de impacto ambiental (Rima) costumam possuir registro no Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
Principais atividades de um biólogo
Além das atividades de pesquisa - básica ou aplicada - e de ensino em instituições de Ensino Superior, Médio e Fundamental, cursos pré-vestibulares, institutos de pesquisa governamentais ou em departamentos de pesquisa e desenvolvimento de indústrias, os biólogos desenvolvem as seguintes atividades: educação ambiental: orientar o público sobre formas de preservação do meio ambiente em zoológicos, parques, jardins e escolas; indústria: realizar pesquisas para o desenvolvimento de novos produtos ou no controle de qualidade da produção nas indústrias alimentícia, farmacêutica, de extração vegetal e química; controle ambiental: trabalhar em projetos de controle de poluição, reflorestamento ou recuperação de florestas; prestar consultoria sobre impacto ambiental para empresas ou órgãos governamentais; biomédico: fazer diagnósticos de patologias em laboratórios privados de análise clínicas ou em hospitais da rede pública e particular; trabalhar na pesquisa médica para produção de remédios e vacinas em instituições governamentais ou na indústria farmacêutica.
Áreas de atuação e especialidades
As ciências biológicas dividem-se em várias especialidades: Agricultura: supervisionar criações de animais e organismos aquáticos; Bacteriologia: pesquisar as bactérias e como elas atuam; •Biofísica: estuda as propriedades físicas dos humanos; Biologia celular: investigar a estrutura e o funcionamento das células; Biologia marinha: estudar os organismos marinhos, suas relações e seu possível aproveitamento econômico; Biologia molecular: pesquisar estruturas moleculares para desenvolver substâncias de uso médico e ecológico para a produção industrial ou farmacêutico; Bioquímico: estuda as reações químicas nos organismos vivos; Botânica: pesquisa as características e comportamento das plantas; Ecologia: cuidar das reservas naturais. Estudar os impactos ambientais, combater a extinção de animais e plantas, preservando as espécies; Evolução: investigar o desenvolvimento das espécies no decorrer dos tempos; Fisiologia, histologia e morfologia: estudar a composição, a forma, a estrutura e o funcionamento dos seres vivos; Genética: estuda as leis de hereditariedade e as anomalias genéticas; Microbiologia e imunológica: investigar como microorganismos atuam sobre os seres vivos e os processos internos de defesa do organismo; Paleontologia: localizar, identificar e analisar fósseis animais ou vegetais; Parasitologia: estuda parasitas causadores de doenças nos animais e plantas; Zoologia: estudar a forma de organização e o comportamento de animais; Biotecnologia: pesquisa a manipulação genética e processos biológicos. Biotecnologia é um dos campos mais avançados da área de ciências biológicas e pode dar origem a novas espécies de vegetais mais resistentes a pragas ou ajudar na cura de doenças como o câncer.
Mercado de trabalho
O mercado de trabalho para biólogos é bastante amplo. Há perspectiva de crescimento com o surgimento de pesquisas em áreas relativamente novas como a biotecnologia e a genética. Os concursos públicos não são muito comuns. As melhores oportunidades de emprego estão no setor privado, na indústria farmacêutica, em hospitais e na área de meio ambiente. Com a crescente preocupação dos governos e da população com a ecologia, muitos profissionais de ciências biológicas estão sendo chamados para trabalhar em projetos de recuperação de áreas devastadas ou na elaboração de relatórios de impacto ambiental (Rima) e estudos de impacto ambiental (EIA), obrigatórios antes da realização de obras de grande porte como construção de estradas e hidrelétricas. A pesquisa médica também ganhou grande impulso nas últimas décadas, principalmente na área de imunologia e genética. A biotecnologia é a atual vedete da profissão, e vem recebendo investimento tanto de empresas do setor privado como do setor público.
Curiosidades
História: Datam da época pré-histórica os primeiros relatos biológicos sem bases científicas, porém foi na Grécia Antiga que surgiu o primeiro biólogo da humanidade, Aristóteles.
A observação do homem caçador e coletor foi imprescindível na descoberta do comportamento de animais e plantas. Achados mostram que por volta de 1800aC. Os babilônios e os egípcios já dominavam conhecimentos de plantas e da produção de óleos vegetais. No século 6º a C. com a cultura grega se expandindo cada vez mais começaram a surgir as teorias evolucionistas, que partiam do preceito de que os seres vivos descendiam de seres inanimados. Que criou o primeiro sistema de classificação dos animais foi criado por Aristóteles, no século 4º a C., depois do fim da civilização romana os povos árabes continuaram a divulgar os estudos. Nos séculos 12 e 13, na Europa, surgiram as primeiras escolas e universidades, mas foi só no século 16, com o êxodo dos sábios Bizantinos para o Ocidente e com o desenvolvimento da imprensa que os estudos ligados à biologia ganhara força, com a montagem de herbários e jardins botânicos e pesquisas sobre a flora e a fauna. No século 17 a biologia se consolidou como ciência, e inúmeras inovações como o advento do microscópio, e de um sistema de classificação das espécies.
O pesquisador alemão Gottfried Reviratuns criou o termo “biologia”. Nos séculos que se seguiram, uma série de pesquisas foram feitas, e a invenção do microscópio eletrônico, no século 20, permitiu que os biólogos alcançassem impressionantes níveis de compreensão da matéria.
Convencionou-se dividir a biologia em diferentes partes, como a zoologia, a botânica, a fisiologia, a bioquímica, a genética e a biotecnologia. Hoje, existem cerca de 70 mil biólogos no país, embora 30 mil estejam registrados.


