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Quinta-feira, 08 de Outubro 2026
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Viveram da mentira, resistirão na mentira

Resistem como se tivessem feito o maior dos bens ao país

Viveram da mentira, resistirão na mentira
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Resistem como se tivessem feito o maior dos bens ao país enquanto estiveram no governo. Além de péssimos gestores, roubaram. Mas agora, antes mesmo do novo presidente assumir, já falam de tudo o que ele faz de errado e, não contentes, dizem como se deveria fazer. Seria cômico se não fosse trágico. E, logicamente, mentem, mentem e mentem. Com tanta convicção, que, às vezes, acho que estão acreditando nas mentiras que falam.

Da resistência, tenho ouvido e lido muita sandice. Chegam a defender a gestão da presidente Dilma no tocante aos desmandos ocorridos na Petrobras. A culpa foi da crise de petróleo no mundo. Delação não é prova. Lula é um preso político e foi preso pelo Moro porque ele queria ser o ministro da Justiça do Bolsonaro. A ignorância é tamanha que até gritam quando o presidente eleito presta continência para alguém. Como se o militar tivesse outra forma de cumprimentar as pessoas.

Ficaram bravos quando nos quartéis realizaram-se cerimônias para lembrar os fatos da Intentona Comunista em 1935, aquela em que militares comunistas mataram irmãos de farda para tomar os quartéis. Disseram que política não pode ir para dentro do quartel. “ Resistentes”, isto não é política é um fato histórico lembrado porque manchou a honra militar. Para eles, comunistas levando o terror aos quartéis, pode.

Mas acho que a campeã de todas foi aquela em que estampou-se um artigo falando da crise da Venezuela e de suas razões. Enumera-se no artigo a crise do petróleo, a hiperinflação, a dependência de importações, a crise política.  Tirando a crise do petróleo que vem de fora, o resto, pelo relato, parece que se materializou do nada no território da Venezuela, não tendo sido consequência dos problemas que envolveram o comunismo de Chaves. A causa foi única “resistentes” : a gestão comunista do país.

Bem, mas a cereja do bolo foi a última das razões listadas que fala dos militares colocados nos ministérios. Esse foi o gancho para a resistência aludir que em breve estaremos iguais à Venezuela. Não se fala no artigo que a colocação de militares em postos importantes foi para comprá-los para que assumissem a causa chavista, o que seria necessário para controlar o povo pela força. Não foram 5 ou 6 militares da reserva, foram dezenas, centenas de militares da ativa. Comparar a Venezuela de Chaves ao Brasil de hoje é um delírio imenso.

A resistência pode ficar tranquila. Bolsonaro não é comunista como Chaves. Não chegaremos lá. Talvez caminhássemos para essa direção se o outro candidato vencesse. Mas digo, só caminharíamos, pois ele jamais contaria ou contará com um fator decisivo para o sucesso de Chaves: as Forças Armadas. Essas, aqui no Brasil, ficaram sempre ao lado do povo.

Eduardo Diniz * Um cidadão brasileiro

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