As Organização das Nações Unidas (ONU) conceituam Qualidade de Vida, como “a percepção do indivíduo de sua inserção na vida no contexto da cultura e sistemas de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”. No Brasil, esse conceito surgiu na década de 70, vinculado à área da saúde e posteriormente apareceu no texto da Constituição de 1988, para finalmente passar a ser o foco almejado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Na Constituição Federal correlacionou o conceito com a preservação do Meio Ambiente e ao Combate e Erradicação da Pobreza. No SUS referenciou o termo à atenção integral à saúde, da gestação ao desenvolvimento por toda a vida, e o inseriu na definição de Promoção da Saúde ao definir como sendo um “conjunto de ações sanitárias integradas, inclusive com outros setores do governo e da sociedade, que busca o desenvolvimento de padrões saudáveis de: Qualidade de Vida, condições de trabalho, moradia, alimentação, educação, atividade física, lazer entre outros”.
Pesquisadores afirmam que não existe uma definição precisa, porém têm em consenso de que é um conceito que evolui, amplo e subjetivo, o qual tem despertado o interesse por uma forma que permita a avaliação de seu nível na vida das pessoas o que serviria, por exemplo, para definir estratégias na área de saúde, do trabalho, da nutrição, etc.
A reboque disto surgiram várias pesquisas relacionadas à temática e ainda instrumentos psicológicos, na forma de questionários, para mensurar como as pessoas estão em relação à sua Qualidade de Vida.
Em não havendo uma definição, especialmente pela sua subjetividade, espera-se que com algumas atitudes as pessoas possam adotar um estilo de vida que cuide do EU Biopsicossocial e Espiritual de modo que lhe favoreça melhores níveis de satisfação e bem-estar na sua relação com as pessoas e com o Meio Ambiente.
Algumas pequenas atitudes sugerem serem facilitadoras de um jeito de viver que pode influenciar na Saúde e Qualidade de Vida das pessoas, como por exemplo, ter uma alimentação equilibrada e saudável, dormir 8 horas no dia, praticar atividades esportivas, ter pensamentos positivos, ocupar a mente, trabalhar somente o necessário, praticar lazer, divertir-se, rezar, etc.
O que menos importa é o conceito, mais vale fazer e viver.
Coronel PM PAULO AUGUSTO LEITE MOTOOKA
Comandante do Policiamento Ambiental do Estado de São Paulo
Mestre e Doutor em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública
Bacharel em Direito e Especialista em Direito Ambiental
Bacharel em Psicologia (Abordagem Centrada na Pessoa)