Quando nos permitimos observar uma noite enluarada e as inúmeras estrelas que ornamentam o céu, vislumbramos a grandeza da Criação e ao mesmo tempo a pequenez do nosso planeta em relação ao universo.
Essa constatação, inevitavelmente, nos remete às teses acerca da existência de vida inteligente em outros planetas.
A ciência moderna, embora não consiga dar respostas à origem da vida no nosso próprio planeta, procura por sinais de vida e por outro planeta semelhante ao nosso no universo. Há um crescente esforço tecnológico para responder essas questões, sendo certo que no meu entender, no mínimo, é altamente improvável estarmos sozinhos na imensidão do universo. Aliás, a ciência diz que cada estrela no céu é um sol, e se o nosso sol tem planetas no seu entorno, naturalmente essas outras estrelas também têm planetas que as rodeiam. Aliás, recentemente foi anunciado o planeta Kepler 22b, que pode ser muito parecido com a Terra.
A partir desses indícios, conjugando o binômio razão e fé, a ciência um dia confirmará as palavras de Jesus no sentido de que “Há muitas moradas na casa de meu Pai” (João- 14:2).
Sempre em expansão e progresso, o universo é a morada dos espíritos. Cada planeta, levando-se em conta o estado de adiantamento daqueles que o habita, encontra-se num estágio evolutivo. Assim, há mundos que ainda são inferiores, física e moralmente, a Terra; outros da mesma categoria que o nosso planeta; e outros que lhe são mais ou menos superiores em todos os aspectos.
Nos mundos inferiores a existência é material, reinando soberanas as paixões, sendo quase nula a vida moral. À medida que esta se desenvolve diminui a influência da matéria de tal maneira que, nos mundos mais adiantados, a vida é, por assim dizer, toda espiritual. A classificação dos espíritos se dá em razão no grau de adiantamento deles, nas qualidades que já adquiriram e nas imperfeições de que ainda terão de se despojar.
Enquanto nosso planeta é a oficina que nos faculta oportunidades de crescimento, o universo é uma grande escola que ensina a sabedoria e a virtude.
É de se entender que nosso planeta está no início da escala evolutiva universal e não no centro do universo; bem como que devemos procurar corrigir suas falhas e imperfeições, aprimorando o espírito, para que o planeta também possa refletir seu progresso material e adentrar num mundo espiritualmente superior, que viabilizará maior interação entre os seres da Criação.
No momento em que os espíritos que habitam este planeta tiverem condições morais, portanto, espirituais, para compreender a grandeza da obra de Deus e que entre todos os seres deve prevalecer o sentimento de fraternidade, viabilizada estará uma maior interação entre todos os espíritos e, certamente, novas fronteiras serão transpostas.
Paulo Eduardo de Barros Fonseca