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Sábado, 27 de Junho 2026
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Transformação atitudinal

Colunista Paulo Eduardo de Barros Fonseca

Transformação atitudinal
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A ciência explica que nós vivemos num mundo físico de formas, de modo que a percepção do meio interno está relacionada com os nossos cinco sentidos – olfato, paladar, visão, audição e tato - e tem forma. Mas, também estuda uma sexta maneira de sentir algo, que seria a integração dos cincos sentidos e a mente racional agregando-os para transmitir uma informação mais precisa, enquanto a faculdade, de receber as impressões exteriores. 

De qualquer maneira, os nossos sentidos, inclusive os superiores e suprassensíveis, por meio das clarividências – etérica, astral e mental -, mostram que esses mundos se interpenetram e que também possuem formas. 

Essa rápida digressão é necessária para o entendimento do egrégora, pessoal e coletivo, enquanto uma forma de ideia nutrida por pensamentos e sentimentos que adquire vida ao ser alimentada por mentalizações e energias psíquicas criada como que uma entidade autônoma pela persistência e intensidade emocionais e mentais. Nesse contexto, o conceito de egrégora pode ser definido como um campo de energia sutil, gerado pela união de pensamentos, sentimentos e intenções de um grupo de pessoas. Essa força invisível, mas poderosa, pode influenciar tanto o ambiente físico quanto o espiritual, impactando a vida dos indivíduos envolvidos e reverberando em seus arredores. 

Portanto, a nossa mente – e como decorrência, nosso estado de espírito - é como um dínamo gerador das nossas tristezas e alegrias. 

Assim, nos momentos em que nos conectamos - individual ou coletivamente - com a inteligência suprema e causa primária de todas as coisas, que chamamos de Deus, devemos procurar fazê-lo em segredo, de coração aberto, com sinceridade, palavras simples e fervor. Lembrando que Deus está dentro de nós, no templo da alma, Mateus – 6:5.6 – já dizia: “Tu, porém, quando orais, entra no teu quarto e, fechada a porta, ora a teu Pai, que está em secreto ...”. 

 Se a prece não muda a natureza e nem o curso das provações do cotidiano, ela concilia o presente e o futuro fazendo que o aguardemos com otimismo. Aliás, esse também é o alerta de Mateus – 6:34 – quando diz “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.”. 

Neste momento em que a humanidade enfrenta suas incertezas, medos e perdas é fundamental o exercício da fé raciocinada para que a prece seja o instrumento de ligação com o etéreo para emanar energias positivas. 

É hora de ressignificarmos nossos sentimentos para que, na fé de cada pessoa, todos possam encontrar conforto sentimental e com mais leveza, esperança e confiança passar por este momento de provação e, ainda, ser participe da construção de dias melhores para toda humanidade. 

Por isso, quando você quiser orar, pouco importando onde estiver, esteja inteiro de coração e alma, ou seja, permita-se criar o egrégora e o faça com humildade sempre lembrando que  “a prece é sempre agradável a Deus, quando ditada pelo coração, pois, para Ele, a intenção é tudo. Assim, preferível é a prece do íntimo à prece lida, por muito bela que seja, se for lida mais com os lábios do que com o coração. Agrada-lhe a prece, quando dita com fé, com fervor e sinceridade. Não creias, porém, que toque a Deus a prece do homem fútil, orgulhoso e egoísta, a menos que signifique, de sua parte, um ato de sincero arrependimento e de verdadeira humildade.”. 

Emmanuel, ao alertar que “o teu trabalho é a oficina 

em que podes forjar a tua própria luz", ressalta a importância das escolhas e a responsabilidade de toda pessoa em relação à energia que emana. 

O momento atual planetária, com tantas guerras, doenças e desafios comportamentais exige uma profunda reflexão e transformação atitudinal que fortaleça a fé e propicie uma conexão mais efetiva com os propósitos divinos que nos remetem ao mandamento: “Amar ao próximo com a si mesmo e a Deus sobre todas as coisas” para promover mudanças positivas tanto no nível individual, mas, sobretudo, coletivo.  

*Governador 2006/2007 do Distrito 4430 de Rotary International. 

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