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Domingo, 28 de Junho 2026
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Tolerância máxima

Colunista Percival de Souza

Tolerância máxima
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A pergunta é inevitável diante de uma situação concreta, mas interpretada por opções políticas ou ideológicas, que nos afastam da verdade objetiva. O tema em questão é a nossa preocupante segurança pública, direito e responsabilidade de todos, conforme a Constituição. Todos não são alguns. 

O assunto, aí sim, preocupação de todos, não pode se misturar com política. Vejamos: nosso governador é candidato fortíssimo, se quiser, à sucessão presidencial. É o motivo para atrair a ira raivosa de um partido, que procura atribuir a ele coisas com as quais ele não tem nada a ver. Trata-se de uma debilidade impressionante. Lamentável para a sociedade, que sente na pele a distorção. Seria culpa dele, acusam, homicídios e latrocínios estarem am alta, questionando também roubos e furtos. Essa visão não passa de embuste. Vejamos sem politicagens, demagogias, populismos e ideologias, essa opereta bufa: 

1- Os assassinatos, todos, são interpessoais. Por trás do ato de matar alguém, existem a inveja, ciúme, avareza, frustração sexual, dívidas e outros impulsos que são personalíssimos. Não se pode evitar, por óbvio. Manipular estatísticas com opiniões teleguiadas é simplesmente falso. 

2- Matar para roubar tem uma ligação direta com os crimes contra o patrimônio. No cotidiano, a definição legal morte-roubo passa por transformações:  roubo seguido da morte, torna-se em muitos casos morte seguida de roubo. Você pode, como tem acontecido, estar andando na rua com seu celular, um bandido aproximar-se, dar-lhe um tiro e fugir. É a cena que temos assistido no cotidiano. Recentemente, nem um delegado de polícia escapou. Trágico. Para a vítima, ninguém, desumanamente, dá a mín ima. 

3- Para ladrão, roubar ou furtar é opção deliberada. Se o algoz é surpreendido antes de consumar um ataque, é enquadrado por porte ilegal de arma. Não se diz que a Polícia evitou um crime. 

4- A alternativa possível é a prevenção, exigência sine qua non, pela Polícia Militar, ostensiva, com base constitucional, para a “preservação da ordem pública”. 

5- Cumprindo essa missão, representando o Estado, a Polícia, sem bola de cristal, precisa fazer rondas e abordagens. Se não, é acusada de omissa. Se faz, pode receber a pecha de agressiva ou letal. 

6- Temos que escolher. Todos e não alguns: é para valer ou fazer de conta? Estamos fartos de populismos. 

*Jornalista e escritor. 

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