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Domingo, 28 de Junho 2026
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Tendências de grandeza

Colunista Paulo Eduardo de Barros Fonseca

Tendências de grandeza
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Em certa ocasião, buscando uma resposta satisfatória para seus problemas, pois cada um se achava o melhor entre eles, os discípulos perguntam a Jesus: “Quem é então o maior no Reino dos Céus”. Ato contínuo, Jesus “chamou uma criança, colocou-a no meio deles e disse: em verdade vos digo que, se não vos converterdes e tornardes quase criança, não entrareis no reino dos céus.” (Mateus 18:1 a 3). 

Essa lição traz uma grande mensagem de amor, de caridade, de fé, de humildade e tantos outros ensinamentos. Ela mostra, com precisão, a maneira correta de se chegar ao caminho certo, ao caminho iluminado, ao caminho do amor e da caridade. 

Nessa lição tem-se claro que todos, indistintamente, devem ser caridosos, deixando de lado as ideias e tendências de grandeza, fazendo prevalecer a humildade sem querer ser mais que os outros e, ainda, que é preciso amparar os mais fracos. Se alguma pessoa está em uma posição de autoridade, ela nunca deve se elevar em importância e valor em detrimento de outra. Ora, “o reino dos céus não é um lugar onde os membros consideram sua própria grandeza. Não há pontuação. Não existem “grandes” (Mc 10:42).  

Aliás, a comparação do adulto tornar-se criança ensina que em qualquer situação é preciso ser simples e inocente, tal qual a criança que é simbolizada pela inocência e se caracteriza pela pureza de coração e humildade.  

Em suas inspirações, a poetisa e contista Cora Coralina, uma das vozes femininas mais relevantes da literatura brasileira, certa vez escreveu: “Não sei... se a vida é curta ou longa demais para nós. Mas sei que nada do que vivemos tem sentido se não tocarmos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que sacia, amor que promove. E isso não é coisa do outro mundo: é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira e pura... enquanto durar”. 

 Vale dizer, a prática da caridade é essencial para alcançarmos a felicidade e o equilíbrio emocional, pois quando ajudamos o próximo exercitamos a compaixão e fortalecemos nosso vínculo com o mundo espiritual. 

Assim, como sempre é tempo de recomeçar, que tenhamos forças e coragem para mudar as nossas atitudes. Mas, lembremos que essa é uma escolha de cada um de nós e que não basta ter aparência de pureza porque é preciso, acima de tudo, ter pureza no coração.  

*Governador 2006/2007 do
Distrito 4430 de Rotary International.

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