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Domingo, 15 de Março 2026

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Somos todos iguais

Colunista Paulo Eduardo de Barros Fonseca

Somos todos iguais
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Deus criou iguais todos os espíritos: simples e ignorantes, permitindo que cada qual, respeitada suas aptidões e vontade, se desenvolvam.

Materialmente falando, todos, indistintamente, vieram e deste mundo partirão nus e de mãos vazias. Também, as dádivas da natureza, que foram criadas sem a participação do homem, dentre tantas outras, o sol, a lua, os animais, as flores, além de evidenciarem a evolução espiritual e material do ser humano, agradam-nos e são para todos.

 Daí ser correto dizer que o sol brilha para todos, porque esse pensamento evidencia uma verdade maior e mais geral, qual seja: que todos são iguais perante Deus. De fato, todos os homens estão submetidos às mesmas leis da natureza. Todos nascem igualmente fracos, acham-se sujeitos às mesmas dores e o corpo do rico se destrói como o do pobre. Deus a nenhum homem concedeu superioridade natural, nem pelo nascimento, nem pela morte: todos, aos seus olhos, são iguais.

Se houver compreensão dessa igualdade, que é inata a todo ser humano, certamente as paixões, que tantas dificuldades acarretam para o homem, serão contidas.

Esse entendimento, porém, decorre da reforma íntima, do autoconhecimento, do socrático conhece-te a si mesmo, que propicia que fiquem para trás os vícios acumulados. 

Cada qual, como o bom jardineiro, deve arrancar do seu jardim as ervas daninhas, bem como procurar seus defeitos e tirá-los de seu coração. Para tanto, não há como se furtar ao estudo e à reflexão que põem nossa inteligência em atividade e desperta nossa atenção para as coisas superiores do universo.

A igualdade é de ser compreendida como um princípio de justiça e uma lei da natureza, perante o qual não prevalece o orgulho do privilégio. 
Os homens, enquanto os únicos seres gregários do planeta, devem procurar uma melhor forma de relacionamento mantendo a igualdade de direitos e deveres, considerando, contudo, as diferenças pessoais e sociais.

Isso porque, de um lado, a desigualdade das condições sociais não é uma lei natural, mas obra dos homens e, de outro lado, Deus não concedeu superioridade natural a qualquer ser humano, seja pelo nascimento como pela morte, repita-se, porque todos são iguais diante d’Ele.

Por isso, penetremos no mais profundo do nosso eu, buscando a parcela divina que transcende a materialidade, para nos aproximarmos da verdade que nos indicará a direção do caminho que nos levará a um melhor entendimento sobre a vida.

Paulo Eduardo de Barros Fonseca

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