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Terça-feira, 17 de Fevereiro 2026

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Solidariedade

Colunista Paulo Eduardo de Barros Fonseca

Solidariedade
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Em decorrência do fatídico evento climático extremo que ocorre no Rio Grande do Sul, sua população sofre uma catástrofe socioambiental nunca vivenciada em nosso país. Essa é a maior enchente já vista. Cidades inteiras foram alegadas e arrasadas, forçando que milhares de famílias abandonassem suas casas e tudo que materialmente conquistaram ao longo de suas existências para que pudessem preservar suas vidas. O sofrimento se agiganta. Falta tudo. A comoção é geral!

Mas, numa demonstração de fraternidade e de que este povo, o povo brasileiro, é solidário, a nação se une para socorrer os irmãos daquela terra de gente trabalhadora e que cultua sua cultura. Um sentimento de solidariedade que nos liberta das paixões, do individualismo, do egoísmo, nos inspira à mudança e ao amor ao próximo. Em diferentes lugares as pessoas se unem sem qualquer distinção, pelo simples prazer de ajudar, de amparar.

A solidariedade, enquanto um valor humano universal, faz com que todos se vejam como irmãos e se unam em um só propósito, que é de ajudar ao seu semelhante, criando, ainda que instintivamente, o ambiente adequado para a prática do mandamento evangélico do amor ao próximo como a si mesmo. Logo, mais do que um simples sentimento, a solidariedade se define manifestação pela ação. Ação que envolve o trabalho voluntário, despretensioso, desinteressado, tal qual neste momento acontece no Rio Grande do Sul e pelo país afora, em benefício daquela comunidade atingida pela tragédia das águas e que necessita de todo tipo de ajuda.

A solidariedade e a fraternidade caminham juntos e até se confundem, pois não espera nada em troca. Esse é um comportamento caridoso, de alguém que se disponibiliza em ajudar outra pessoa pela simples satisfação que isso lhe proporciona e por compreender, ainda que inconscientemente, que todos somos irmãos perante a causa primaria de todas as coisas, a qual chamamos de Deus. Já firmou o Papa Francisco que “solidariedade não é um sentimento vago de compaixão pelos infortúnios das outras pessoas e sim uma determinação firme e perseverante de se comprometer com o bem comum”.

Portanto, neste momento de extremo sofrimento e apreensão ou em qualquer situação, é preciso conjugar os verbos servir e amar e se apresentar como verdadeiro construtor social de modo que, sem qualquer tipo de interesse, se apresentar como trabalhador da fraternidade. O filósofo Franz Kafka ponderou que “o sentimento de solidariedade melhor expressa o respeito pela dignidade humana” e esse pensamento nos remete às lições de Bezerra de Menezes no sentido de que “solidários, seremos união. Separados uns dos outros, seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos”.

Como o ato de ser solidário precisa ser verdadeiro e constante, em qualquer situação, faça o bem sem olhar a quem, sempre lembrando que todos somos simplesmente seres humanos. Governador 2006/2007 do Distrito 4430 de Rotary International.

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