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Segunda-feira, 16 de Fevereiro 2026

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Sentimento Involuntário

Colunista Paulo Eduardo de Barros Fonseca

Sentimento Involuntário
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Habitualmente, o tema religião aparece com frequência nas conversas entre pessoas. Questão que causa intermináveis discussões é sobre sua importância, significado e qual seria a religião “certa, a melhor” a ser seguida. 

Esse debate, aparentemente, decorre do fato de que as pessoas se esquecem de que, desde sempre, o sentimento de adoração e sua vinculação à inteligência suprema, causa máxima de todas as coisas que chamamos de Deus é inato ao ser humano. 

Daí perpassa o conceito de religião que, muito singelamente, seria o sentimento que vincula o ser humano a Deus. 

 Mas, as religiões, que foram criadas pelos homens, podem ter diferenças do ponto de vista filosófico e de seus próprios dogmas, entretanto, é fato que quanto ao preceito moral guardam convergência. 

Talvez seja possível, aliás, como já disse o espírito de Emmanuel, distinguir religião de religiões se e quando refletimos que a religião é o sentimento que une criatura e Criador, enquanto que as religiões são organizações humanas e, como tal, sujeitas a erros. 

Quando valorizamos e tentamos vivenciar os princípios comuns das religiões - tais como: só há um Deus, a verdade é universal, o reino de Deus está dentro de cada um de nós, ame o próximo como a si mesmo, é melhor dar do que receber, colhemos aquilo que semeamos, Deus é amor -, verificamos que, de fato, as religiões têm o ponto comum da religião que é, repita-se, unir a criatura e o Criador. 

Havendo consciência disso, quem sabe, o ser humano deixe de discutir qual é a melhor religião – ou a religião certa - e passe a compartilhar o sentimento, também inato, de respeito e amor que deveria unir todas as pessoas em torno de um só sentimento e preceito moral. 

Daí a importância de que a fé religiosa seja racionada e praticada sem fanatismo, mesmo porque é a fé que orienta a conduta das pessoas. A fé apoiada em fatos e na lógica reforça o sentimento involuntário que nasce com a própria alma e traz a certeza instintiva da existência de Deus. Inclusive, diga-se, fé raciocinada é a fé que permanece em constante contato com a razão, isto é, busca sempre um saber mais amplo, argumenta e se questiona. Portanto, procurar entendê-la torna-a mais concreta – embora seja um sentimento – e apoia o sentido da lição que diz que fé inabalável é aquela que pode encarar a razão em todas as épocas da humanidade. 

 Aliás, é sempre oportuno lembrar que mais de dois mil anos já nos foi ensinado que “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo” resume todos os profetas e a lei. 

Assim, a humanidade deveria procurar entender e praticar essa lição, fazendo prevalecer por palavras e atos a unicidade universal de princípios, do preceito moral da religião, de modo que todos tivessem por objetivo criar um único caminho que a conduza à Deus e, por consequência, tornar o planeta em um mundo mais justo e perfeito para todos. 

Paulo Eduardo de Barros Fonseca 

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