Aguarde, carregando...

Sexta-feira, 17 de Julho 2026
Notícias Colunistas

Sentimento Involuntário

Colunista Paulo Eduardo de Barros Fonseca

Sentimento Involuntário
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Habitualmente, o tema religião aparece com frequência nas conversas entre pessoas. Questão que causa intermináveis discussões é sobre sua importância, significado e qual seria a religião “certa, a melhor” a ser seguida. 

Esse debate, aparentemente, decorre do fato de que as pessoas se esquecem de que, desde sempre, o sentimento de adoração e sua vinculação à inteligência suprema, causa máxima de todas as coisas que chamamos de Deus é inato ao ser humano. 

Daí perpassa o conceito de religião que, muito singelamente, seria o sentimento que vincula o ser humano a Deus. 

 Mas, as religiões, que foram criadas pelos homens, podem ter diferenças do ponto de vista filosófico e de seus próprios dogmas, entretanto, é fato que quanto ao preceito moral guardam convergência. 

Talvez seja possível, aliás, como já disse o espírito de Emmanuel, distinguir religião de religiões se e quando refletimos que a religião é o sentimento que une criatura e Criador, enquanto que as religiões são organizações humanas e, como tal, sujeitas a erros. 

Quando valorizamos e tentamos vivenciar os princípios comuns das religiões - tais como: só há um Deus, a verdade é universal, o reino de Deus está dentro de cada um de nós, ame o próximo como a si mesmo, é melhor dar do que receber, colhemos aquilo que semeamos, Deus é amor -, verificamos que, de fato, as religiões têm o ponto comum da religião que é, repita-se, unir a criatura e o Criador. 

Havendo consciência disso, quem sabe, o ser humano deixe de discutir qual é a melhor religião – ou a religião certa - e passe a compartilhar o sentimento, também inato, de respeito e amor que deveria unir todas as pessoas em torno de um só sentimento e preceito moral. 

Daí a importância de que a fé religiosa seja racionada e praticada sem fanatismo, mesmo porque é a fé que orienta a conduta das pessoas. A fé apoiada em fatos e na lógica reforça o sentimento involuntário que nasce com a própria alma e traz a certeza instintiva da existência de Deus. Inclusive, diga-se, fé raciocinada é a fé que permanece em constante contato com a razão, isto é, busca sempre um saber mais amplo, argumenta e se questiona. Portanto, procurar entendê-la torna-a mais concreta – embora seja um sentimento – e apoia o sentido da lição que diz que fé inabalável é aquela que pode encarar a razão em todas as épocas da humanidade. 

 Aliás, é sempre oportuno lembrar que mais de dois mil anos já nos foi ensinado que “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo” resume todos os profetas e a lei. 

Assim, a humanidade deveria procurar entender e praticar essa lição, fazendo prevalecer por palavras e atos a unicidade universal de princípios, do preceito moral da religião, de modo que todos tivessem por objetivo criar um único caminho que a conduza à Deus e, por consequência, tornar o planeta em um mundo mais justo e perfeito para todos. 

Paulo Eduardo de Barros Fonseca 

+ Lidas

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do Semanário ZN no seu app favorito de mensagens.

Telegram
Whatsapp
Entrar

Veja também

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR