O jornal Semanário da Zona Norte realizou na segunda-feira, dia 15 de dezembro, um jantar no Novotel Center Norte, em homenagem ao desembargador Mário Devienne Ferraz e ao procurador de Justiça Sérgio Turra.
Confira com exclusividade a entrevista de ambas as autoridades concedida ao jornal Semanário da Zona Norte.
Mário Devienne Ferraz
JSZN: Como é que o Judiciário está enfrentando a 4a Revolução Industrial e se prepara para a 5a, já em curso?
Desembargador Devienne: O Poder Judiciário vem enfrentando bem os avanços trazidos pela 4ª Revolução Industrial. Nos últimos cinquenta anos o mundo passou por inovações gigantescas, decorrente do expressivo desenvolvimento tecnológico, levando a grandes transformações, notadamente pelo advento da internet e tecnologias digitais, conectando máquinas, sistemas, pessoas, levando a uma sociedade globalizada. E as instituições públicas não poderiam ficar à margem dessa evolução, surgindo daí a necessidade de se adaptarem às novas tecnologias, em busca da conexão com toda essa modernidade. O Processo Judicial Eletrônico, aliado à digitalização dos processos físicos foi sem dúvida a expressão mais significativa disso, pois foram rompidos padrões antigos, exigindo dos operadores do Direito que buscassem se adaptar a essa nova realidade. A pandemia que nos atingiu durante período tão expressivo foi o catalizador para um rápido avanço do Judiciário, com intimações passando a ser feitas por meios eletrônicos, audiências e julgamentos telepresenciais por meio de plataformas digitais passaram a ser feitas em todo o país de forma maciça e em “home office”, permitindo que as atividades do Poder Judiciário não fossem interrompidas e se desse continuidade aos relevantes serviços prestados à sociedade. Houve, inclusive, considerável aumento da produtividade por parte dos juízos e tribunais, fruto do uso dessas novas tecnologias, com inegável economia de recursos, aumentando a eficiência e a celeridade na prestação jurisdicional. Por isso a adoção dessas novas tecnologias vieram para ficar. O processo de transformação é inevitável e não pode parar. O Poder Judiciário está se preparando para a 5ª Revolução Industrial, já em curso. As tecnologias e a velocidade das informações fazem com que tudo aconteça de forma mais rápida no mundo de hoje e o Judiciário deve acompanhar essa evolução, na qual se exigirá maior integração entre a máquina e o homem, o que se alcançará com preparo e aperfeiçoamento. Será preciso investir num modelo de gestão que atenda a essa nova realidade.
JSZN: Costuma-se dizer que a Justiça Eleitoral é a "Justiça que funciona". Como fazer para que o Judiciário também adote esse ritmo?
Desembargador Devienne: A Justiça Eleitoral é realmente conhecida como a “Justiça que funciona” e isso ocorre em virtude de sua própria finalidade maior, que é voltada essencialmente a viabilizar, mediante eleições, o exercício pelo povo de seu poder de eleger seus governantes e representantes nas Casas Legislativas. Ela cuida do processo eleitoral, que se traduz pelo conjunto de ações necessárias à concretização do exercício do poder político, o que compreende intenso trabalho de seus juízes e servidores atinentes às questões administrativas, como a enorme e complexa logística que envolvem as eleições, como também as atividades jurisdicionais, atinentes à fiscalização dos partidos políticos, impugnação de candidaturas, fiscalização de propaganda, processos relativos a crimes eleitorais, etc. Portanto, de modo geral, as decisões sobre tais questões devem ser pautadas pela celeridade, a fim de que o processo eleitoral não sofra solução de continuidade. Diante desse cenário, há certa dificuldade para que se possa compará-la com os demais ramos da Justiça, principalmente com a Justiça Comum Estadual, que tem finalidade distinta, qual seja, a de resolver os conflitos de interesses sobre os mais variados assuntos. O gigantismo da Justiça Comum Estadual em nosso país, fruto do crescente aumento do número de demandas, também traz algumas dificuldades na sua gestão, mas a despeito disso creio possamos colher da Justiça Eleitoral o exemplo de constante aperfeiçoamento de seus servidores e da legislação na busca incessante de melhoria na celeridade e eficiência da prestação jurisdicional.
JSZN: O Brasil está se servindo adequadamente das modalidades de solução consensual de controvérsias?
Desembargador Devienne: A Justiça brasileira tem procurado adotar soluções consensuais de controvérsias, embora em nosso país a judicialização seja uma verdadeira epidemia. O Judiciário e o Legislativo, assim como o Conselho Nacional de Justiça têm apoiado e incentivado o desenvolvimento de mecanismos que tenham por finalidade simplificar e humanizar as relações conflituosas entre as partes, de molde a resolvê-las de forma consensual, desafogando o Poder Judiciário de tantas demandas e melhorando a vida em sociedade. Em muitos casos a conversa, o diálogo, a ponderação, permite às partes chegar a uma solução consensual. De modo geral, uma decisão judicial acaba sempre contrariando o interesse de uma das partes, que às vezes carrega por anos a preocupação com o processo e a solução que dele poderá advir. A solução consensual de uma controvérsia traz pacificação nas relações com muito mais rapidez e deixa ambas as partes satisfeitas, por terem resolvido o conflito que as atormentava.
JSZN: As Corregedorias de Justiça funcionam e aperfeiçoam o sistema Justiça?
Desembargador Devienne: Certamente que sim. As Corregedorias de Justiça, a par de sua incumbência de apurar e corrigir eventuais desvios funcionais, tem como função primordial a fiscalização e o aperfeiçoamento do sistema de Justiça, editando normas que visem a regulamentar, orientar e melhorar a prestação dos serviços forenses por parte do Poder Judiciário. Há também entre as Corregedorias de Justiça de cada estado da federação constante troca de experiências no que se refere às práticas exitosas voltadas também a essa mesma finalidade mencionada.
JSZN: O Judiciário precisa continuar a crescer vegetativamente?
Desembargador Devienne: Evidentemente que não, mas infelizmente ainda em nosso país predomina a cultura da litigância. Por isso, penso ser preciso voltar os olhos cada vez mais à adoção de mecanismos de autocomposição de negociação, da conciliação e da mediação e arbitragem. É certo que nossa Constituição Federal assegura a todos o acesso à Justiça e o direito de ação, com todas as garantias que lhe são inerentes, mas isso não impede a adoção de soluções consensuais como forma de resolução de conflitos, pois constituem inegável instrumento de pacificação social e forma racional de redução da judicialização, interposição de recursos e execução de sentenças.
JSZN: O setor das delegações extrajudiciais está sendo um auxiliar na desjudicialização?
Desembargador Devienne: Com certeza que sim. O Direito passa por muitas transformações para atender novas demandas e os anseios da sociedade atual, já acostumada com os grandes avanços tecnológicos, inclusive os decorrentes do uso da internet e dos smartfones e seus inúmeros aplicativos, que faz tudo em nossa vida ser fácil e rápido. E essa celeridade é exigida também na prática de atos e em procedimentos. O desafio da busca dessa celeridade contrasta com a situação do Judiciário, abarrotado de ações, cuja resolução ultrapassa o limite da razoável duração do processo. A desjudicialização é uma excelente solução para reduzir o problema, pois contribuiu para desafogar o Poder Judiciário. A legislação hoje permite aos Tabelionatos de Notas de todo o país a prática de atos atinentes à lavratura de escrituras de inventário e partilhas, nos casos em que as partes sejam capazes, concordes e inexista testamento, o que deve ser feito na presença de advogado, para que haja orientação e assistência jurídica a elas. Atualmente os notários e registradores podem também praticar atos atinentes à separação e divórcios consensuais, nos casos de inexistência de filhos comuns menores, incapazes ou nascituros, dissolução consensual de união estável, ao reconhecimento da usucapião administrativa/extrajudicial, reconhecimento de filhos, registros tardios de nascimento, registro de união estável, reconhecimento voluntário e averbação da paternidade ou da maternidade socioafetiva, bem como vários outros atos que, a exemplo dos citados, só poderiam ser praticados pela via judicial, com despesas de custas judiciais, normalmente são mais caras que os emolumentos notariais. Por fim, cabe ressaltar que tramita no Senado o Projeto de Lei nº 6.204, de 2019, protocolado pela senadora Soraya Thronicke, que dispõe sobre a desjudicialização da execução civil de título executivo judicial e extrajudicial, o qual, se aprovado, desafogará muito o Judiciário, pois segundo o relatório da Justiça em números de 2021 do Conselho Nacional de Justiça as ações de execução fiscais e cíveis representa mais da metade (52%) de todos os 75 milhões de processos que tramitam na Justiça. Esse projeto, que transforma os tabeliães de Protesto em todo o país em agentes de execução, reservando-se ao Judiciário a apreciação de eventuais litígios por meio de embargos do devedor, segundo a senadora representa uma das mais importantes mudanças no sistema judiciário brasileiro em prol da melhoria de vida do cidadão. De acordo com o relator do projeto, senador Marcos Rogério da Silva Brito, o referido projeto de lei aliviará a sobrecarga de processos no Poder Judiciário e tornará a execução civil menos burocrática, mais célere e mais eficaz.
JSZN: Como enfrentar os temas repetitivos e a oscilação jurisprudencial sobre o mesmo assunto?
Desembargador Devienne: O crescente aumento das demandas, muitas delas versando sobre a mesma matéria, impõe aos tribunais a necessidade de procurar uniformizar as suas decisões para assegurar a coerência, segurança e estabilidade da jurisprudência, que nada mais é que o conjunto de decisões que refletem o entendimento de um tribunal a respeito de um assunto específico, conferindo higidez ao ordenamento jurídico. Por isso, as decisões tomadas em julgamento de recursos repetitivos, fixam teses que devem ser seguidas pelos demais órgãos jurisdicionais, constituindo importante meio de se alcançar a unificação e pacificação da jurisprudência, pois a consolidação do entendimento sobre temas repetitivos acabam por se refletir em um número significativo de processos, contribuindo, inclusive, para a conciliação e expressiva redução da litigância e propositura de novas ações. A despeito disso, é possível que a jurisprudência sobre determinado tema possa ser modificada. Quando isso acontece, essa oscilação jurisprudencial pode gerar insegurança jurídica e desigualdade, dificultando que o tribunal cumpra sua função de conferir higidez, coesão e estabilidade ao ordenamento jurídico. Nessas situações, impõe-se a observância de parâmetros rígidos e precisos, de forma a se evitar alterações repentinas, casuísticas ou até mesmo arbitrárias da jurisprudência. Deve haver fundamentação adequada e razões firmes e seguras a justificar a modificação de um entendimento já consolidado sobre determinado tema.
JSZN: O Judiciário é acusado de ativismo. Isso é verdade?
Desembargador Devienne: Sim, a meu sentir isso é verdade e o ativismo judicial decorre do mundo globalizado em que vivemos atualmente e que sofreu profundas mudanças nas últimas décadas, marcadas pelo advento de novas tecnologias e avanços em todas as áreas do conhecimento. Isso aumentou muito o fenômeno da judicialização. O ativismo judicial consiste na interpretação proativa e criativa da Constituição Federal pelo Judiciário, visando sanar omissões ou mora de outros poderes, mormente do Legislativo, na edição de seus atos normativos. Em alguns casos o Judiciário se serve do ativismo judicial para decidir sobre tema que não teria sido regulamentado por quem deveria fazê-lo, como por exemplo, excepcionalmente o fez o Supremo Tribunal Federal ao decidir, por analogia, sobre a criminalização da homofobia como racismo, quebrando a regra do princípio da legalidade, pois caberia ao Congresso editar lei nesse sentido. Há também ativismo judicial quando se decide alguma questão urgente de saúde, como na imposição a plano de saúde de cobertura de tratamento ainda não reconhecido cientificamente e por isso não catalogado pela agência nacional de saúde, mas que é pleiteada em Juízo como forma de salvar a vida de alguém. É preciso, pois, que nessas hipóteses o juiz esteja atento e reflita muito sobre as consequências práticas de suas decisões, que devem estar sempre bem fundamentadas na interpretação da Constituição, evitando interferência nas atividades de outros Poderes, até mesmo para não incorrer no risco de comprometer a exequibilidade do decidido, com evidente desprestígio ao Judiciário.
JSZN: A compulsória aos 75 anos é adequada? Nos Estados Unidos, o cargo é vitalício. Isso funcionaria aqui?
Desembargador Devienne: A Justiça dos Estados Unidos segue modelo diverso do nosso. Lá os juízes estaduais em vários Estados são eleitos e a eles é conferido um mandato por determinado tempo, diferentemente do que ocorre com os juízes federais e os juízes da Suprema Corte, que são nomeados pelo presidente da República em caráter vitalício e podem continuar na Corte desde que os exames médicos indicarem plena capacidade. Assim, é valorizada a experiência. A par disso, é dada a esses juízes menos carga de trabalho, mas também as causas mais complexas. Todavia, em nosso país é diferente. No Brasil aos juízes, e o Supremo Tribunal Federal não é exceção, é atribuída uma carga imensa de processos, que nem mesmo com toda a estrutura do tribunal é possível dar conta e as causas acabam se avolumando e muitas delas por anos aguardam decisão. Por isso, penso que possibilitar a um juiz que se mantenha ativo no cargo enquanto viver não seria solução adequada para a nossa realidade, na qual sobreleva a intensa judicialização. O limite máximo de idade para o exercício do cargo de magistrado no Brasil era 70 anos e foi aumentado para 75 não faz muito tempo, tendo o legislador atentado para a realidade de que atualmente e em função dos avanços da medicina e melhoria da qualidade de vida da população, a expectativa de vida do brasileiro aumentou e hoje, como de modo geral o homem chega nessa faixa de 70 a 75 anos ainda com disposição e plenitude de suas faculdades mentais e intelectuais, com toda a bagagem de experiência até então adquirida, se entendeu ser razoável pudesse o juiz continuar a oferecer seus serviços à sociedade até atingir esse limite etário, quando então deve se aposentar compulsoriamente. Isso também traz oxigenação à Magistratura, por estimular os juízes a permanecer na carreira, galgando promoções e alcançando os degraus mais elevados dela.
JSZN: Qual o seu recado aos jovens juízes e aos que pretendem ser juízes?
Desembargador Devienne: Digo o seguinte. A Magistratura é um sacerdócio e não um simples emprego público. Quem pretenda ingressar nessa carreira ou nela permanecer deve ser vocacionado para o exercício de tão nobre função. É uma carreira linda, que exige muito trabalho, dedicação, comprometimento, independência, seriedade e renúncia. Julgar nossos semelhantes, decidir sobre o futuro de uma criança, separá-la de um pai ou de uma mãe ou entregá-la a uma nova família, decretar a falência de uma empresa, dispor sobre o patrimônio das pessoas, dentre inúmeras outras coisas, não é tarefa fácil e exige muita reflexão na busca de uma solução que se entenda ser a mais acertada e justa. É preciso ter muito bom senso, gostar de estudar, pois o juiz tem que estar em constante aperfeiçoamento, além de manter conduta irrepreensível não só na vida pública, como também na vida privada. Deve ser uma pessoa equilibrada, respeitosa e um homem de seu tempo, conhecedor das mazelas e aflições de nossa sociedade e ter sempre em mente que é um servidor público e como tal tem a obrigação e o dever de atender a todos que batem à porta da Justiça, prestando jurisdição em tempo razoável e da melhor forma possível, dando a cada um o que é seu.
Sérgio Turra
JSZN: O MP conquistou um status institucional que não existe em qualquer outro país. Está usando bem dessas prerrogativas?
Procurador Turra: O MP brasileiro realmente tem um perfil que destoa dos demais ministérios públicos de outros países. Aqui o MP tem autonomia organizacional e orçamentária, além de possuir independência no exercício de suas atribuições., que são muitas. Acredito que o MP tem desempenhado bem suas funções institucionais e, com isso, colaborando com o fortalecimento do Estado Democrático de Direito.
JSZN: O MP costumava atender a todas as pessoas que o procuravam. Ele continua a fazer isso?
Procurador Turra: Sim. O MP continua sendo o grande “ombudsman” da sociedade. É verdade que com a ampliação da Defensoria Pública, a atuação do MP na tutela de hipossuficientes foi reduzida, mas ainda é uma de suas funções.
JSZN: Qual o papel do MP na preservação ambiental?
Procurador Turra: O MP tem importantíssimo papel na tutela do meio ambiente. Antes da CF, a Lei de Política Nacional do Meio Ambiente já havia concretizado a legitimidade do MP para a defesa ambiental. Deve o MP exercer com vigor a fiscalização dos procedimentos de licenciamento ambiental e coibir as práticas de degradação seda qualidade do ar, de poluição dos corpos d’água e de desmatamento.
JSZN: Os promotores deveriam participar da política partidária? Por que?
Procurador Turra: Não. Ao membro do MP que ingressou na carreira após a CF se 1988 é vedada a atividade de político-partidária. O membro do MP possui algumas garantias para desempenho de sua atividade, tais como a vitaliciedade, a inamovibilidade e a irredutibilidade de subsídio, a fim de que possa exercê-la com autonomia e independência. Nisso os membros do MP se igualam aos juízes, os quais também não podem exercer política partidária. A relação político-partidária pode comprometer a isenção do representante do MP e criar situações de favorecimentos, que não devem existir.
JSZN: A democracia interna do MP foi saudável ou nociva? Explique.
Procurador Turra: Democracia é sempre saudável e nunca é demais!
O MP está vocacionado para a defesa do regime democrático e deve praticar a democracia internamente.
Há participação, em maior ou menor grau, dos membros do MP para a escolha de postos relevantes da carreira, como o procurador-geral, o corregedor-geral, o ouvidor-geral e os integrantes da Comissão Processante Permanente, do Conselho Superior e do Órgão Especial.
No caso do procurador-geral, os membros do MP votam para formação da lista tríplice, cabendo ao governador a escolha de um dos três para exercício do mandato.
JSZN: Por que parte da comunidade jurídica vê o MP como extremamente protagonista?
Procurador Turra: O MP atua em diversas frentes e isso pode dar a impressão de que pretende ser protagonista em tudo.
Não é protagonista e não deve ser, pois não lhe cabe o papel de agente condutor dos destinos da sociedade.
O MP é o braço jurídico da sociedade e deve atuar sempre em favor dela, defendendo os interesses sociais na medida em que exerce suas atribuições nas áreas penal, cível e coletiva, aqui incluída a tutela do meio ambiente, do consumidor, do patrimônio público, da infância e juventude, da ordenação urbanística, etc.
A atuação do membro do MP deve ser pautada pelo interesse social e não pelo interesse exclusivamente institucional ou corporativo.
JSZN: Os concursos de ingresso estão recrutando bem?
Procurador Turra: Acredito que sim. Recrutar profissionais é sempre muito difícil e no caso das carreiras de Estado a dificuldade é ainda maior diante da objetivação da escolha, ou seja, o concurso não pode ter regras subjetivas e deve escolher os tecnicamente mais preparados.
As regras dos concursos têm sido constantemente atualizadas com o objetivo de escolher os mais vocacionados, a fim de que o membro do MP possa bem representar a sociedade.
Atualmente, os concursos para promotor de justiça e para juiz abrem espaço para as ações afirmativas, contemplando vagas para as pessoas com deficiência e para as pessoas negras.
JSZN: Existe perigo de facções formarem alunos e prepararem os bacharéis para o concurso de ingresso ao MP?
Procurador Turra: Este risco sempre existe. Para evitar isso, os procedimentos de investigação social devem ser aperfeiçoados constantemente. Não se pode conceber que as carreiras de Estado sejam infiltradas por agentes criminais, sejam ou não integrantes de facções e organizações criminosas. Até o momento, não se tem notícia de que tenha ocorrido.
Presenças
O evento em homenagem as autoridades reuniu várias personalidades e convidados.
Mais de 100 pessoas participaram do jantar para prestigiar o desembargador Mário Devienne Ferraz e o procurador de Justiça Sérgio Turra, no Novotel Center Norte, em São Paulo.
Todos elogiaram o jornal Semanário da Zona Norte pela iniciativa e desejaram um Feliz Natal aos leitores e colaboradores.
Para o desembargador José Renato Nalini “o diretor do jornal Semanário da Zona Norte, João Carlos Dias é o único paulistano que se recorda em homenagear em vida personalidades que ajudam São Paulo e o Brasil se desenvolverem. É o caso do meu amigo Mário Devienne Ferraz, com quem eu trabalhei anos seguidos na presidência do Tribunal de Justiça de São Paulo quando éramos jovens juízes. E o João temesse talento de reunir amigos e render homenagens aquelas pessoas que realmente merecem. Todas as vezes em que eu for convidado estarei aqui cumprimentando os homenageados. Parabéns ao João Carlos por esta iniciativa tão meritória. O desembargador Mário Devienne Ferraz e o procurador de Justiça Sérgio Turra são merecedores desta homenagem”.
Nalini aproveitou para desejar Feliz Natal a todos os leitores e colaboradores do jornal. “Tenho a esperança de que nós recordemos de que o Natal significa o nascimento de uma pessoa, um homem chamado Jesus Cristo. Natal não é Papai Noel, árvore de Natal e presentes e comilança. O Natal é uma mensagem de renascimento. Cada vez mais devemos lembrar do nascimento de uma criança trazendo uma mensagem de paz, fraternidade e pensamentos elevados. Um santo Natal para todos”.
Para o advogado Marcos Dolgi Maia Porto “ o jantar de hoje une as homenagens ao procurador de Justiça Sérgio Turra, o desembargador Mário Devienne e a confraternização de final de ano de todos os amigos. O João Carlos consegue reunir pessoas de forma tão harmoniosa e eclética. Desejo Feliz Natal e boa sorte para todos”.
Já para o general de Brigada Edson Massayuki Hiroshi, chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Sudeste “ como sempre o Semanário da Zona Norte fazendo esse papel de relevância considerando as várias autoridades e personalidades importantes do nosso município. Mais uma vez o João Carlos fecha o ano com chave de ouro homenageando o procurador de Justiça Sérgio Turra e o desembargador Mário Devienne que realizaram um excelente trabalho ao longo de suas gestões. É momento também de confraternização e comemorar todo o trabalho realizado em 2022. E entrar 2023 com pé direito. Feliz Natal e Próspero Ano Novo a todos os leitores e colaboradores do jornal”.
De acordo com o delegado titular do 4º Distrito Policial de Mauá, Edilzo Correia de Lima “o Semanário da Zona Norte fez o quinto gol da seleção brasileira homenageando o procurador de Justiça Sérgio Turra e o desembargador Mário Devienne. É muito importante essa confraternização, pois une a população da Zona Norte a todo o município e estado de São Paulo. Desejo aos leitores do jornal de que em 2023 eles continuem lendo o Semanário da Zona Norte. Feliz Natal e um ano cheio de prosperidade”.
Para o juiz Orlando Eduardo Geraldi, presidente do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo “tenho sempre ressaltado o trabalho magnifico desenvolvido pelo Semanário da Zona Norte homenageando aqueles que são importantes n para a comunidade paulista. Hoje estão sendo homenageados duas pessoas do maior quilate profissional, Mário Devienne, ex- presidente do Tribunal Regional Eleitoral e o ex- secretário adjunto de Segurança Pública de São Paulo Sérgio Turra. Tenho muita satisfação em estar aqui. Cada vez que posso, reconheço o trabalho do jornal em prol às autoridades e a sociedade paulista. Desejo que todos tenham saúde e paz. E que neste Natal traga sempre o encontro entre as famílias e que elas possam estar sempre em harmonia. Que tenhamos uma ótima virada de ano”.
Segundo o comandante geral da GCM, inspetor superintendente Agapito Marques “estamos aqui para homenagear duas pessoas importantes dentro da sociedade paulista, o procurador de Justiça Sérgio Turra e o desembargador Mário Devienne. Parabéns ao João Carlos por este trabalho magnifico. Desejo que em 2023 continuemos a trabalhar mais pelo Brasil e São Paulo. Que este Natal seja repleto de esperança e que as pessoas lembrem que é um momento não só de presentes mas lembrar que Deus deixou o filho dele Jesus morresse por nós. E que nós possamos fazer muito mais para o nosso próximo”.
Para o empresário Antonio Carlos Koch “para nós do Rotary Club é sempre uma satisfação estar aqui com vocês. É sempre motivo de muita alegria. Essas pessoas que estão sendo homenageadas hoje são realmente merecedoras. Um Feliz Natal para todos, cheio de fé e esperança. E que o Ano Novo nos traga mais alegrias e menos tristezas”.
Para o cel. PM Nivaldo Cesar Restivo, secretário da Administração Penitenciária de São Paulo
“estamos encerrando o ano com grandes surpresas, e essas homenagens em que o Semanário da Zona Norte faz reforça a importância o relacionamento de toda a comunidade da Zona Norte. Fiz questão de comparecer para prestar homenagem o procurador de Justiça Sérgio Turra e o desembargador Mário Devienne, e também agradecer tudo que o jornal nos proporcionou em 2023, esperando grandes eventos para o ano que vem. Desejo um Natal abençoado repleto de paz, felicidade e harmonia. Que as bênçãos transbordem nos lares de todos com muitas coisas boas”.
Já para a secretária Municipal da Justiça, Eunice Aparecida de Jesus Prudente “este evento promovido pelo jornal é muito importante, pois traz muitas contribuições para a educação. Não há educação sem informação. E os homenageados de hoje são merecedores desta homenagem, pois fizeram uma carreira para chegarem até o topo da magistratura. O Semanário da Zona Norte está dando contribuição para educação, informação e cidadania. Desejo um Natal de muita paz em família, saúde e amor no coração”.
Para o homenageado, o procurador de Justiça Sérgio Turra “o diretor do jornal João Carlos é muito especial e sempre dedicado aos amigos. Para mim é uma honra receber essa homenagem. Desejo uma mensagem de paz e harmonia neste Natal. Que nós tenhamos Cristo presentes no nosso dia a dia e nossa Zona Norte”.
Para o advogado Humberto D’Urso “o João Carlos consegue unir várias pessoas para essa confraternização. Ele demonstra que é um jornalista de visão, fora da curva e pensa na frente de outras pessoas. E o Semanário novamente prestigiando os seus colaboradores. Agradecemos a gentileza tem realizado com esses jantares. Ele conseguiu uma grande proeza a retornar essa amizade presencial e reunião de pessoas do bem principalmente num momento onde as pessoas estão se tornando cada vez mais egoístas, ele abre as portas do seu evento para homenagear pessoas que fazem a diferença na nossa sociedade. Desejo Feliz Natal a todos vocês que durante o ano todo nos ajudam. Que vocês tenham um santo Natal e abençoado. E que no ano que vem, que se Deus assim o permitir, o jornal cresça mais ainda”.
Já para a secretária municipal de Gestão de São Paulo, Marcela Arruda
“é sempre um prazer participar destes eventos do jornal, pois mostra um reconhecimento muito verdadeiro para os profissionais da cidade de São Paulo. Hoje homenageando procurador de Justiça Sérgio Turra, o desembargador Mário Devienne, autoridades bastante reconhecidas aqui no município. Desejo a toda a equipe do jornal um Natal abençoado e de muita solidariedade sobretudo com paz e saúde para que possamos iniciar um ano cheio de vigor e alegria”.
Para o homenageado desembargador Mário Devienne “a homenagem é fruto da generosidade do Semanário da Zona Norte. Na verdade eu não me sinto merecedor, quem realmente mercê ser homenageado é o João Carlos, pessoa extraordinária e agregadora. Ele gosta de homenagear pessoas e promover encontros entre as diversas autoridades. Eu sou apenas um servidor público do setor judiciário. Tinha a honra de ser presidente do tribunal Regional Eleitoral de São Paulo onde tive o privilégio de executar um excelente trabalho. Fico feliz em estar aqui com minha família e amigos. Desejo um santo Natal, temos vividos momentos difíceis com a pandemia e as eleições conflituosas. Mas quero aqui desejar uma mensagem de esperança e que a gente confie nos designos de Deus. Ele não vai nos abandonar neste momento difícil que o país atravessa. Que o novo governo tenha muito sucesso”.
Para Flávio G. Holzchuh, presidente do colégio Cil “a escola como parte importante da Zona Norte vê a necessidade de prestigiar o evento, pois, a nossa entidade atua em parceria com diversos setores. Além dessa troca de experiências, precisamos marcar presença. O Semanário da Zona Norte está sempre presente nos nossos eventos. São através desses eventos promovido pelo jornal que saem as decisões, os planejamentos e as perspectivas de futuro. Desejo um Natal de muita esperança, fraternidade e paz. Que as pessoas possam ter paz nos seus lares. Um Ano Novo de prosperidade e muito trabalho”.
Para Vicente Scorza Carrascosa Von Glehn, diretor do Instituto Médico Legal de São Paulo “hoje estamos reunidos aqui com grandes autoridades e de valor histórico. É uma grande honra participar deste evento que realmente irá fechar com chave de ouro a programação deste ano. Desejo muita felicidade e perseverança neste Natal que dias melhores virão por aí”.
Já para o superintendente da Polícia Técnico-Científica, Mauricio Rodrigues Costa “mais uma vez parabenizo o João Carlos por este evento. Esses trabalho que vocês do jornal vem fazendo nos deixa gratificado. As homenagens feitas para as autoridades nos trazem muito orgulho. É um momento ímpar das pessoas conversar e trocar experiências, além de proporcionar aproximação entre as pessoas. Desejo muita saúde e paz a todos neste Natal”.
Para Carlos Romagnoli, presidente da Sociedade Veteranos de 32 “o evento do jornal é fundamental para unir as pessoas. Parabenizo o João Carlos por mais essa iniciativa. Os eventos do jornal trabalham para o bem comum e também do país. Desejo muita saúde, prosperidade, democracia e amor neste Natal”.
Segundo Magali Vicente Proença, coordenadora estadual de saúde de São Paulo “esse evento é muito importante porque o João Carlos consegue reunir muitas pessoas importantes e de grande repercussão para a sociedade. È muito válido esse momento de união e reconhecimento. Desejo que em 2023 continuemos a fazer esse trabalho lindo em prol do bem para todos”.