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Quarta-feira, 16 de Setembro 2026
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São Paulo obtém autorização para implantar mais 71 km de Faixa Azul em outras 8 vias

Portaria assinada na quinta-feira dia 28 de setembro também prorroga o prazo para ampliação do projeto-piloto no Corredor Norte-Sul, sentido Aeroporto

São Paulo obtém autorização para implantar mais 71 km de Faixa Azul em outras 8 vias
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A Prefeitura de São Paulo foi autorizada pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) a ampliar o projeto-piloto da Faixa Azul na cidade. Serão mais 71 km de faixas azuis que se somarão aos atuais 22,5 km implantados nas avenidas 23 de Maio, dos Bandeirantes e Afonso D’Escragnolle Taunay. O primeiro percurso está previsto para ser iniciado nos próximos dias em um trecho de aproximadamente 2 km no eixo Prestes Maia/Tiradentes. 

O anúncio foi feito pelo prefeito Ricardo Nunes durante evento realizado na sede da Prefeitura, que contou com a presença do ministro dos Transportes, Renan Filho, do secretário nacional de Trânsito, Adrualdo de Lima Catão, além do secretário de Mobilidade e Trânsito da cidade, Celso Gonçalves Barbosa.   

Ao avaliar o sucesso da Faixa Azul, o prefeito ressaltou o fato de não ter ocorrido mortes onde a faixa para motos foi implantada. “Vocês não têm ideia do quanto é prazeroso a gente escutar aqui que no mesmo trecho que hoje tem a Faixa Azul tinha número de óbitos muito alto e hoje tem óbito zero”, afirmou.   

Já o ministro Renan Filho ressaltou o sucesso dessa ferramenta que ele considera ser do “trânsito moderno”. “Quero parabenizar o prefeito Ricardo por ter desenvolvido uma ideia que permite conseguir as duas coisas: mais agilidade e ao mesmo tempo mais segurança, reduzindo mortes numa cidade tão importante para o nosso país, e que vai certamente virar uma referência para todas as cidades brasileiras”, afirmou o ministro. 

O secretário municipal de Mobilidade e Trânsito, Celso Gonçalves, explicou que o principal conceito da Faixa Azul é a redistribuição do espaço viário. “Os motociclistas já usavam o corredor e circulavam entre os veículos. Agora, além da sinalização, é importante que a CET e a secretaria possam redistribuir o espaço de modo que os motociclistas fiquem seguros e, ao mesmo tempo, sejam mantidos longe dos veículos maiores, que é o caso dos ônibus.”   

Para isso acontecer, foi adotada uma medida especial, afirmou o secretário. “Quando a faixa destinada aos ônibus estiver do lado direito, a Faixa Azul será implantada do lado esquerdo. Quando a faixa de ônibus for no lado esquerdo, a faixa azul ficará entre os veículos. Essa é uma forma de preservar ainda mais o motociclista, que ficará distante dos veículos pesados. Além de conversar com todos os envolvidos, a CET fez uma ampla divulgação nas vias onde foram instaladas a Faixa Azul, deixando os motoristas cientes do espaço que ficou bem definido, o que gera segurança, sem disputas”. 

Por não estar prevista no Código Nacional de Trânsito (CTB), a nova proposta de sinalização precisou do aval da Senatran para ser implantada de maneira experimental, para que avaliações sobre o desempenho pudessem ser realizadas e acompanhadas pelo órgão federal. 

Prorrogação de prazo e ampliação do projeto 

A autorização ora concedida pela Senatran engloba duas frentes de ampliação do projeto-piloto. A primeira trata da prorrogação do prazo para ampliação da Faixa Azul do Corredor Norte-Sul no sentido Aeroporto. Atualmente, a Faixa Azul do Corredor está entre a Praça da Bandeira e o Complexo Viário Jorge João Saad, na Av. 23 de Maio, totalizando 5,5 km de extensão.   

Com a prorrogação do prazo de implantação, outros 7 km serão sinalizados, compreendendo a Av. Santos Dumont (desde a Ponte das Bandeiras), Av. Tiradentes, Av. Prestes Maia e, na outra ponta, a Av. Rubem Berta (até a Av. Indianópolis) e a Av. Moreira Guimarães (até o Viaduto João Julião da Costa Aguiar).   

A segunda frente de ampliação da Faixa Azul diz respeito à implantação do projeto-piloto em outros oito eixos viários da cidade, totalizando 64 km. São eles: Av. Nações Unidas (7 km de Faixa Azul somando os dois sentidos); Avenidas Sumaré e João Paulo VI (6,8 km); Av. Brig. Faria Lima (9,2 km); Av. Zaki Narchi (3,6 km); Av. Luiz Dumont Villares (5 km); Av. Miguel Yunes (4 km); Av. do Estado (8,2 km); e avenidas Jacu Pêssego, Nova Trabalhadores e Vice-presidente José de Alencar G. da Silva (20,2 km). A previsão para conclusão da implantação da sinalização da Faixa Azul nas vias autorizadas é janeiro de 2024. 

Bons resultados 

Dados de monitoramento dos dois projetos-pilotos implantados até o momento (23 de Maio e corredor Bandeirantes - Afonso D’Escragnolle Taunay) mostram que não foram registrados óbitos de motociclistas em ambas as vias, desde que receberam a nova sinalização. O número de acidentes graves e com vítimas também diminuiu. O índice de utilização da Faixa Azul pelos motociclistas é alto, de aproximadamente 80% na Av. 23 de Maio e de 90% no eixo da Av. dos Bandeirantes.   

Os resultados, segundo o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo de Lima Catão, já estão inspirando outras cidades a seguir o modelo. “São Paulo tomou essa iniciativa e outras cidades estão fazendo o mesmo. Isso criou, na câmara temática, uma espécie de jurisprudência. A adoção de alguns critérios, mais ou menos padronizados vai agilizar, também, a análise dos novos projetos.” 

O presidente do Sindicato dos Motoboys de São Paulo e Região (SindimotoSP), Gilberto Almeida dos Santos, ressaltou que a Faixa Azul traz equilíbrio e segurança em relação ao confronto entre carro e motociclista, mais tranquilidade para todos e é um ponto de equilíbrio para ambos no trânsito. " A Faixa Azul traz mais tranquilidade para todos e é um ponto de equilíbrio para ambos no trânsito. E o principal, salvar vidas e diminuir o número de acidentes fatais.”   

Pesquisa realizada pelo Departamento de Educação e Pesquisa da CET aponta que 96,9% dos motociclistas ouvidos percebem o projeto da Faixa Azul como benéfico para a mobilidade, 2,1% informou que não e 1% não respondeu. Já a percepção dos motoristas como um projeto benéfico para a cidade fica em 87,3%; 7,6% responderam que não acham a iniciativa benéfica e 5,1% não responderam aos questionamentos. 

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