No pátio do Colégio Imperatriz Leopoldina (CIL), além das pinturas e quadro de medalhas, o que chamava a atenção era a exposição de um carro Mercedes 280 SL, e uma moto BMW Motorrad R60. As exposições foram mais uma das atrações, da 3ª edição da Maifest, festa alemã que celebra a chegada da primavera no país europeu, que ocorreu no último sábado, dia 24 de maio.
Os carros da linha SL começaram a ser lançados em 1956, a denominação “SL” significa “Sport-Leicht”, ou “Esporte Leve”, em alemão. A Mercedes 280 SL é um modelo de 1968, apelidado de Pagoda, o apelido se dá devido a seu teto curvo, lembrando os templos japoneses, sendo um dos ícones da indústria alemã.
Celso Guidete, dono da Mercedes exposta no evento, e representante da empresa Arthur Bechtel no Brasil, contou um pouco sobre o sentimento de realização de um sonho quando adquiriu o carro, “eu sempre quis ter um uma Mercedes antiga, encontrei a Arthur Bechtel na Alemanha, e eles restauram três modelos de Mercedes, entre eles, essa aqui. E todas as peças, sem exceção nenhuma, são originais. Na hora que tirei ela do porto, eu quase chorei, ela vem em um contêiner no navio, eu acompanhei o navio desde a Alemanha até aqui pela internet. O pessoal falava: ‘nossa, parece que você está esperando o Papai Noel’ e é quase, né?”
Guidete também compartilhou como é o processo de importação de um carro original, “tive alguns entraves, quando eu comprei o carro, eu não sabia que era possível importar, não conhecia nada. Fui pesquisando, tem uma legislação que você pode importar como colecionador. Você tem que ser sócio de um clube de antigo modelismo, que tem que ser filiado à Associação Brasileira de Automóveis Antigos, só pode vir por pessoa física, tem que ter mais de 30 anos. E tem um processo que é todo eletrônico. Então eu importei como colecionador”.
Lançada em 1956 na Alemanha, a BMW R60 é um dos modelos clássicos pensada para o turismo de longa distância, que ajudou a consolidar a reputação da BMW como referência quando o assunto é moto.
A exposta no Maifest, é posse do engenheiro Andreas Matthes, que nos contou ser uma herança de família, e que pretende continuar o legado, passando ela para o seu neto, “eu tinha um padrinho alemão que faleceu há uns 20 anos, depois disso, eu conversei com o filho dele, que é muito meu amigo, eu fui criado por eles, e eu manifestei o desejo de ficar com a moto, porque eu era piloto fora de estrada. Hoje sou dono dessa moto, mas de uma maneira muito sentimental, e ela é para ficar comigo e continuar com a família, e ainda em vida, vou tentar transferir ela para o nome do meu neto”.
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se