O luto é um processo que envolve sentimentos de perda importante e com forte carga emocional para as pessoas, podendo ser individual ou coletivo, mas cada um sentirá de forma diferente dependendo da proximidade, intensidade e causa da perda.
O luto não deve ser reprimido e sim vivenciado e elaborado aos poucos, para que não se desestruture psicologicamente, podendo passar por fortes crises de fuga ou negação da realidade.
O luto pode ser pré-morte com cuidados paliativos, ou pós-morte, dependendo do sofrimento do doente e da família.
Tem também o luto por perdas ou mudanças, como emprego, relacionamentos, amigos, separações, entre outros.
O luto depende da época e cultura, existem culturas atuais que reverenciam a morte, festejando-a.
A morte é a única certeza da vida, só não sabemos quando, como e onde. Por mais conscientes que sejamos, ainda não estamos preparados para a morte e a perda de um ente ou situação querida, independente da idade ou importância social.
Por isso que as mudanças e as perdas são inevitáveis, o que fica é a saudade.
Para se lidar com o luto, que é pessoal, é preciso ter respeito com a dor do outro, uns choram outros não, sendo preciso dar tempo ao tempo, assim aos poucos perdemos os medos e aceitamos se adaptando à nova situação. Deve-se falar sobre a perda com pessoas próximas diluindo aos poucos os sentimentos, percebendo que até nos sonhos a pessoa aparece , sendo uma compensação do psiquismo para nos ajudar na superação.
Durante o luto pode-se ter crises de ansiedade, choro, depressão insônia, raiva, ou desanimo, mas é preciso enfrentar, pois a vida continua para quem fica.
Estudos mostram que o luto passa por etapas, desenvolvido pela psiquiatra Elisabeth Kubler Ross em 1969, O luto não é um processo linear, as pessoas não passam necessariamente por todas as fases, mas seguem uma ordem, que são:
Negação, nesta fase inicial a pessoa tenta evitar falar do fato, fugindo, não aceitando a perda.
Raiva, ficando irritado, revoltado se questionando em busca de culpados, se frustrando a partir daí, percebendo que não adianta negar o acontecido, e não vai mudar o que passou.
Barganha, negociando consigo ou com Deus, ou outra crença se tiver ou não, querendo compreender, criando um acordo com a realidade, para tentar retomar o controle, mas aos poucos vai aceitando a realidade.
Depressão, de tanto sofrer, ficar triste, chorar, fica fragilizado por lutar contra os medos interiores, aos poucos aceita a perda, se recuperando, e refletindo sobre a realidade.
Aceitação, aos poucos supera, aceitando que a vida continua, ficando a saudade, voltando à realidade, sabendo que cada caso é um caso e cada um tem seu tempo. Seguir em frente superando, mas não esquecendo totalmente, ficando a saudades e os legados.
A psicologia entende que o luto é uma experiência individual, como as ondas do mar...
Já nascemos com um pé na cova, o outro não sabemos quando vamos colocar.
Perdoar e se perdoar ajuda na aceitação.
Se não conseguir superar sozinho ou com ajuda de pessoas do seu meio, procure ajuda profissional, porque viver em luto e sofrendo não vale a pena.
O seu dia também chegará...
Tudo passa, tudo passará
*Marco Antonio Garcia
Psicólogo e Psicoterapeuta
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