No dizer dramaturgo francês Jean-Baptiste Poquelin, conhecido como Molière, “os vícios quando em moda se tornam virtudes”.
A humanidade experimenta dias difíceis que nos levam a reflexão acerca daquilo que alguns chamam de virtude, mas que, de fato, são vícios que têm confundindo esta geração.
Valores que deveriam dar sustentação à sociedade estão em descrédito, gerando verdadeira onda de pessimismo. Nesse mesmo contexto se insere a família, célula primeira e basilar da sociedade, que, num falso modernismo, vê banalizados seus princípios e fundamentos.
No entanto, é justamente nos momentos de dificuldades que o homem de bem deve mostrar sua força, sobretudo, moral, sem se deixar levar pela descrença.
No início do século passado Ruy Barbosa já consignou: “Eu não troco a Justiça pela soberba. Eu não deixo o Direito pela força. Eu não esqueço a Fraternidade pela tolerância. Eu não substituo a Fé pela superstição, a Realidade pelo ídolo” (O Partido Republicano Conservador, pg 61).
Sem deixar se contaminar pelo sentimento de desconfiança que paira no ar, os homens de bem devem se posicionar frente aos desmandos que são anunciados exercendo seu papel de cidadão. É momento para que as forças positivas da sociedade se unam e trabalharem pelo crescimento e pelo caminhar em busca do progresso material e espiritual do país e do planeta. Tendo o amor como princípio, a ordem como base e o progresso por finalidade é que o homem de bem deve trabalhar pelo engrandecimento da nação.
A espiritualidade enfatiza que este país é o celeiro do mundo, inclusive porque recebe e acolhe pessoas de todas as raças e religiões sem qualquer tipo de distinção, respeitando suas diferenças. Todavia, somente será a pátria do Evangelho quando os ensinamentos de Jesus, nas diversas situações do cotidiano, forem sentidos e vivenciados por todos.
É de se ter claro que fazemos parte de uma nação em que o amor, a honradez e a fé num Ser maior, que a tudo rege, é parte integrante de nossas vidas e que, desse modo, somos fortes para superar este momento de dificuldade o orbe com humildade, fraternidade, otimismo e trabalho.
Se quisermos contribuir para a construção de um mundo mais justo e perfeito é preciso que todos, cada qual dentro das suas possibilidades, faça essa reflexão.
Paulo Eduardo de Barros Fonseca
Comentários: