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Sexta-feira, 17 de Abril 2026

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Quando somos chamados a decidir

Colunista Paulo Eduardo de Barros Fonseca

Quando somos chamados a decidir
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Em algum momento, aparentemente, a vida apresenta certas incongruências que nos fazem refletir acerca da necessidade de transcender ao ego, considerado como o princípio avaliador que determina as vivências e os atos do indivíduo, e a visão limitada da realidade.  

Quando isso acontece somos chamados a refletir sobre o verdadeiro sentido da vida e instados, pela própria consciência que permite compreender aspectos do íntimo, a tomar decisões que inevitavelmente irão repercutir na postura futura que cada qual irá assumir perante si próprio e o mundo. 

Quando isso acontece somos chamados a decidir porque percebemos que estamos adentrando numa nova fase existencial com todas as incertezas do tempo que está por vir e, certamente, temerários pelas opções que devem ser tomadas, na busca da construção de uma identidade que não macule as próprias convicções. Isso nem sempre é fácil porque, inevitavelmente, ponderamos sobre o passado, acertos e erros, bem como procurarmos prospectar sobre as consequências da opção que será tomada. 

Para os filósofos, que desde a antiguidade desenvolvem múltiplas teorias acerca do assunto, esse momento de difícil superação pode ser sintetizado como a busca da felicidade, que talvez possa ser definida como a sensação de contentamento, de bem-estar.  

Assim, apoiados nas experiências pretéritas, que trazem consigo todo conhecimento acumulado, com paciência e cautela, obrigatório será ultrapassar esse momento de conflito íntimo que remete ao fato de deixar para trás fases existenciais para adentrar numa nova vida, ou seja, mesmo vivos no sentido biológico, morrermos para renascer numa nova etapa. 

Isso revela que nunca estamos prontos, que somos seres em evolução e que, invariavelmente, sempre seremos colocados à prova. 

Basicamente, a vida é feita de contrários, mas a palavra vida tem apenas um “v” que nos remete à vitória, enquanto o resto é “ida”, de modo que, apesar das incertezas íntimas, devemos preencher as páginas em branco do livro da vida apenas com aquilo que valha a pena, lembrando sempre que a vida terrena não é um fim em si mesma, mas um meio, cujo fim é desenvolvimento das potencialidades do espírito.                               

Paulo Eduardo de Barros Fonseca  

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