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Domingo, 12 de Abril 2026

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Perdão, A assepsia da alma

Colunista *Paulo Eduardo de Barros Fonseca

Perdão, A assepsia da alma
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Não vos digo que perdoeis até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes (Mateus- 18:22).

Essa lição de Jesus deveria calar fundo em nossa inteligência e bradar alto em nossos corações, pois que no convívio social cotidiano reiteradamente somos chamamos a praticar o perdão.

Essa questão é de tal relevância que, abstraindo-se das hostes da religião, adentra nos conceitos terapêuticos das ciências médicas e da psicologia, restando inequívoco que aquele que consegue exercitar o perdão consegue manter equilibrada sua sanidade física e mental.

Mágoas, culpas e ressentimentos devem servir de alerta porque prendem o ser no passado e o submete à dor da revolta, do revanchismo, enfraquecendo-o moral e fisicamente ocasionando, como consequência, transtornos de diversas ordens.

Ao contrário disso, aquele que consegue diluir as mágoas, as culpas e os ressentimentos que determinado fato lhe causou se reconcilia com seu adversário, mas, sobretudo, consigo mesmo, conservando seu coração tranquilo.

É por isso que o perdão deve partir do coração e não simplesmente dos lábios.

Inegavelmente, o perdão faz as pessoas melhores física e moralmente. Fisicamente porque ao se livrar das paixões nocivas há a diminuição da possibilidade de se ver acometido por enfermidades, e, moralmente, porque propicia aquilo que chamamos de consciência tranqüila, ou seja, paz de espírito.

Martin Luther King já dizia que como “o perdão é um catalisador que cria a ambiência necessária para uma nova partida, para um reinício”, sua prática envolve atividades reparadoras. Aliás, ao perdoarmos alguém estamos exercitando o auto perdão, uma vez que um é consequência do outro, porque somos com o outro aquilo que somos conosco mesmo.

Kardec ensina que “o verdadeiro perdão, o perdão cristão, é aquele que lança um véu sobre o passado, é o único que vos será contado, porque Deus não se contenta com a aparência: ele sonda o fundo dos corações e os mais secretos pensamentos; não se lhe engana com palavras e vãos simulacros. O esquecimento completo e absoluto das ofensas é próprio das grandes almas; o rancor é sempre um sinal de rebaixamento e de inferioridade. Não olvides que o verdadeiro perdão se reconhece pelos atos, bem mais que pelas palavras.”

Isso porque, complementa, “o perdão é a assepsia da alma, a faxina da mente e a alforria do coração, de modo que: perdoar os inimigos é pedir perdão para si mesmo. Perdoar aos amigos é dar-lhes prova de amizade. Perdoar as ofensas é mostra que se tornou melhor do que antes. Perdoai, portanto, meus amigos, a fim de que Deus vos perdoe...”.

Assim, benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros e perdão das ofensas, além de traduzir a acepção cristã da palavra caridade, demonstra que o homem bom deve procurar diminuir a distância que o separa daquele que ainda não compreendeu o Mestre Jesus.

É de se lembrar de Chico Xavier ao afirmar que o perdão não muda o passado, mas transforma o nosso presente e ilumina o futuro

*Governador 2006/2007 do Distrito 4430 de Rotary International.

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