Uma boa interpretação da expressão “juízo de valor” é importante para o entendimento dos fundamentos do pensamento científico.
Na época da filosofia Grega, os filósofos e sofistas que eram as pessoas de maior saber, fazendo ilações de seus próprios conhecimentos acabavam por emitir conceitos divorciados da realidade e sem qualquer fundamento; alguns completamente errados. Aristóteles, o célebre filósofo, incorreu nessa falha. O problema é que em virtude de sua grande autoridade intelectual alguns conceitos foram adotados como verdade, tornando-se consenso. É o caso do geocentrismo que é adotado pelos autores da bíblia (Josué 10,12) e adotados como dogma pelos cristãos (católicos). Está armado o primeiro embate da ciência com a religião e o conceito filosófico que a inspirou. Por esse motivo (e outro) é que a ciência despreza os conceitos apenas da autoridade, que provém da imaginação ou mesmo da alucinação. Na antiguidade os chamados profetas adotavam como comportamento comum a autoflagelação como forma de atingirem a inspiração divina e o contato com os deuses que reverenciavam. É o caso notório de Moisés, quando recebe os dez mandamentos e mesmo de Cristo, quando se expõe as agruras do deserto.
Digno de observação é o fato de que o juízo de valor pode classificar não apenas um pensamento mas até mesmo uma obra inteira seja ela religiosa – a bíblia – ou política como a obra O Capital, de Karl Marx. Desta última o autor a classifica como “socialismo científico”. O intuito evidente é apoio da ciência que naquela época vinha adquirindo enorme prestígio. Comete mais um equívoco: mistura doutrina com ciência.
O socialismo. Como proposto por Marx e implementado na URSS por Lenin agride a natureza humana. Foi isso um desastre, a custa de milhares de vidas inocentes.