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Sexta-feira, 23 de Outubro 2026
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Os Movimentos Sociais no Brasil

A relevância da ação dos Movimentos Sociais

Os Movimentos Sociais no Brasil
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A relevância da ação dos Movimentos Sociais, como reunião de indivíduos que objetivam um determinado fim, reside no fato que por sua atuação se consegue, driblando a estrutura estatal e política estabelecida, trazer à discussão ou mesmo efetivar demandas que determinados grupos possuem e não vêm sendo atendidas.

A bibliografia sobre o assunto é vasta e, ao debruçarmos sobre ela, notamos uma grande variedade de posicionamentos e o que nos chama a atenção é que em sua grande maioria, os ideólogos de esquerda procuraram se apoderar do termo como se o movimento atendesse apenas às suas causas.

 Desta forma procuram tratar dos movimentos sociais como algo bastante específico, colocando neles características como necessidade de motivação ideológica, existência de adversários, luta por inclusão e consideram ser este um privilégio das minorias. Chegam a dizer que uma mobilização geral contra a corrupção não se caracterizaria como movimento social.

Como válvula de escape que a sociedade dispõe para impor suas necessidades e carências, observamos nos últimos anos, no nosso país, o aumento de mobilizações contra a classe política que se perpetua no poder e deixou de atender as necessidades do cidadão pela sua ineficiência na gestão do Estado. É assim que iniciando em 2013, tivemos o “catraca livre”, o “vem pra rua” e uma série de outros, inclusive aquele que, sem duvida, foi o maior deles, reunindo milhões de pessoas por todo o Brasil em apoio ao impeachment da presidente Dilma Vana Roussef. E graças a essa mobilização, o que parecia impossível, aconteceu.

Outro fato interessante neste tema está ligado àqueles que são tidos como os maiores movimentos sociais do país: o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) e o Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST). Esses movimentos chamam a atenção por duas razões. Primeiramente por possuírem lideranças exógenas, ou seja seus líderes não são trabalhadores rurais ou mesmo trabalhadores sem teto. Os seus líderes, um economista e um filósofo, mantêm ligações com os partidos políticos que se mantiveram no poder até a última eleição.

A outra razão não menos importante que, de certa forma, os descaracteriza como movimento social é que em todo o tempo do governo da esquerda, desde o Sr. Fernando Henrique Cardoso, estes movimentos têm sido usados como massa de manobra para exercer pressão política em atendimento e favorecimento a determinados partidos. Marchas e invasões ocorreram menos pelo fim a que se destinam tais grupos e mais pelo interresse dos partidos a que estavam ligados.

Se queremos dar a devida importância e legitimidade aos movimentos sociais, de forma alguma podemos colocá-los a serviço de grupos políticos.

Eduardo Diniz - * Um cidadão brasileiro

 

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