A obesidade ocorre quando há acúmulo em excesso de gordura no corpo e passa a comprometer a saúde da pessoa que se encontra nessa condição. Causas multifatoriais podem provocar esta doença, a começar por uma dieta desregrada de elevado valor energético combinada com a comodidade ou falta de exercícios físicos, e predisposição genética (metabolismo lento).
Há ainda questões ligadas às doenças endócrinas, saúde mental (transtornos) e uso de medicamentos, além do que uma pessoa obesa estará mais vulnerável a outras doenças como hipertensão arterial, diabetes 2, apneia do sono, cardiopatias, acúmulo de gordura no fígado, infarto e até câncer, isto quando não já estiverem associadas. Por estas razões a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a obesidade um significativo problema de saúde pública e uma epidemia global.
Ademais, poderá influenciar nas relações sociais e profissionais, quando ocorrer limitações para determinadas dinâmicas funcionais e mesmo relacionamentos interpessoais, desse modo podendo afetar a performance escolar, particularmente das crianças e adolescentes, e comprometendo a auto-estima das pessoas em geral.
A compulsão alimentar causada pelo estresse, ansiedade ou frustrações é outro fator que contribui sobremaneira para esse acúmulo de gordura, ou seja, quando a sensação de prazer estiver guardada na geladeira, na forma de doces, tortas, sorvetes, ou no lanche recheado de bacon, queijo, maionese, acompanhado de um refrescante refrigerante e uma caprichada porção de fritas salgadinha, pode ser que o EU Psicológico esteja em apuros e daí por diante quem vai pagar a conta será o EU Biológico e Social que, por vezes, nem precisaria disto.
Assim, manter uma alimentação balanceada, reduzir o consumo de bebida alcoólica caso aprecie e inserir no cotidiano atividade física com regularidade constituem os fatores primordiais para evitar a obesidade, os quais também influem na redução do estresse, na qualidade do sono, no controle da ansiedade, enfim, no equilíbrio do EU em todas dimensões, cujo resultado será a redução dos riscos de doenças graves.
Uma maneira simples e prática para rastrear o sobrepeso e a obesidade, exceto nas crianças, além de simples, não invasivo e aprovado pela OMS pode ser feita pela relação entre peso e altura, por onde se chegará ao índice de massa corporal (IMC). Para tanto basta dividir o ‘peso pela altura ao quadrado’, cujo resultado indicará peso normal (18,5 a 24,9), acima do peso (25 a 29,9), Obesidade grau I (30 a 34,9) ou Obesidade grau II (35 a 40), contudo idade e sexo devem ser considerados.
Um dado importante registrado no Brasil, estima que 12,5% homens e 16,9% das mulheres apresentam obesidade, e uma boa parcela sobrepeso. Pensar sobre esta informação e passar a considerar a possibilidade de adotar um estilo de vida saudável favorecerá todos os fatores de proteção lembrados no Janeiro Branco, Fevereiro Laranja e Roxo, Março Azul Marinho, Julho Amarelo, Agosto Dourado, Setembro Verde, Amarelo e Vermelho, Outubro Rosa, Novembro Azul e Dezembro Laranja.
Cuide-se! Saúde e Vida longa sempre!
*Comandante do Policiamento Ambiental do Estado de São Paulo
Mestre e Doutor em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública
Bacharel em Direito e Especialista em Direito Ambiental
Bacharel em Psicologia – Abordagem Centrada na Pessoa (ACP)
Cel. Motooka