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Sábado, 24 de Outubro 2026
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O público, o privado e o cidadão

Colunista Eduardo Diniz

O público, o privado e o cidadão
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  Em época em que vozes se levantam condenando a realização de privatizações, apresento o exemplo vivo e marcante dos benefícios trazidos por uma privatização bem feita: o Parque do Ibirapuera.  

 Frequento o parque desde 2008 e, recentemente, com a privatização daquele espaço pude testemunhar a enorme mudança que aconteceu. O parque teve melhorada a sua limpeza, manutenção e sinalização além de, principalmente, disponibilizar uma maior quantidade de serviços e uma grande variedade de atividades para público diverso e de todas as idades. 

É visível o aumento da quantidade de frequentadores. As suas alamedas e espaços vivem tomados por pessoas e grupos das mais variadas tribos. Além da grande economia para os cofres públicos, o que se tem hoje é um melhor atendimento ao cidadão. 

 O grande objetivo de se privatizar algum tipo de serviço é justamente esse: economizar os recursos públicos com melhoria na qualidade dos serviços disponibilizados. Diante desta verdade quem poderia se opor a ela? Para responder essa questão citarei pelo menos três personagens a quem as privatizações não agradam. 

 O primeiro deles são justamente os funcionários públicos que são pagos pela União estado ou município para trabalhar nos órgãos alvos de privatização. Vozes essas que são amplificadas pelos sindicatos a que pertencem, que sem nenhum pudor ou ética, criam factoides e agem trabalhando unicamente em prol dos seus interesses e não dos da coletividade. 

 O segundo grupo de opositores é o formado pelos que vivem a cegueira ideológica de não aceitar que alguém venha a se beneficiar economicamente da exploração dessa prestação de serviço. A essas pessoas não interessa se o ente público economizará seus recursos e que a população seja melhor atendida. Mesmo que o serviço seja péssimo, mesmo que os gastos continuem altos, o que para eles importa é que ninguém venha a lucrar com isso. 

 O terceiro grupo de descontentes são alguns políticos que vivem de olho na destinação dos cargos desses setores e também sobre os recursos orçamentários aí operados. O poder de distribuir cargos gera um grande capital político com o qual não poderão mais contar. Para eles é péssimo. Da mesma forma os inquieta o fato de se minguarem os recursos que alimentam a grande indústria da corrupção. 

Privatizar ou não? Basta se balizar pelo que será melhor para o cidadão. 

* Um cidadão brasileiro

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